A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai divulgou, nessa sexta-feira (31), o balanço da 53.ª edição da Operação Nova Aliança. A operação teve como objetivo combater o tráfico de drogas em áreas fronteiriças com o Brasil.
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De acordo com a Senad, o trabalho, que ocorreu em parceria com a Polícia Federal (PF) brasileira, durou dez dias. Foram vistoriadas áreas previamente mapeadas nos departamentos (estados) de Alto Paraná, Canindeyú e Caaguazú.
O balanço da operação diz respeito, principalmente, às plantações de maconha destruídas no Paraguai. No total, o trabalho resultou na eliminação de 309 hectares de narcocultivos, que renderiam, pelo menos, 927 toneladas da “erva”.
Os participantes da Nova Aliança 53 destruíram, ademais, 39 toneladas de maconha já colhidas e em processo de preparação para o envio ao Brasil.
Além disso, o prejuízo aos narcotraficantes instalados no Paraguai inclui a destruição de 96 locais utilizados por camponeses para monitorar as plantações.
A cada nova edição, a Operação Nova Aliança provoca perda milionária às organizações criminosas. Por ano, costumam ocorrer entre quatro e seis procedimentos, sempre em parceria entre as forças policiais e de inteligência dos dois países.
As principais plantações de maconha do Paraguai estão posicionadas nos departamentos de Amambay e Canindeyú. Tais áreas, pouco povoadas e com relevo relativamente acidentado, ficam nas proximidades da fronteira seca com o Mato Grosso do Sul.
A Polícia Federal oferece apoio logístico à Senad paraguaia. Nos locais de mais difícil acesso, aeronaves das Forças Armadas do Paraguai auxiliam no deslocamento dos agentes, que fazem o mapeamento do terreno antes de cada incursão.

