Paraguai e Brasil discutem nesta quarta, 22, o “delivery fronteiriço” entre Foz e Ciudad del Este

H2FOZ – Cláudio Dalla Benetta

Autoridades paraguaias e brasileiras se reúnem por videoconferência, na tarde desta quarta-feira (22), para tentar chegar a um acordo para o sistema de entrega de mercadorias em mais dois pontos da fronteira: Ciudad del Este e Foz do Iguaçu; e Salto del Guairá e Mundo Novo (MS), informa o jornal La Nación.

O sistema de “delivery fronteiriço” começou a funcionar na terça-feira, 21, entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, inicialmente com dois pontos para entrega e recepção dos produtos, adquiridos em ambas as cidades por WhatsApp.

O vaice-ministro de Comércio do Paraguai, Pedro Mancuello, disse que o Paraguai já enviou, antecipadamente, várias propostas ao Brasil de como o serviço poderia funcionar, e que hoje começa a discussão de fato. Localmente, disso, o que já foi aprovado há algum tempo é o protocolo sanitário para a entrega de mercadorias na região de fronteira.

Entre as ferramentas pretendidas, está a isenção para compras de até US$ 500 para os compradores brasileiros, A Receita Federal havia informado que a cota de compras só vale com as fronteiras abertas, mas tudo depende das negociações.

“Delivery”

Em Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, o delivery fronteiriço começou a funcionar logo depois que o governo autorizou o comércio informal sob esta modalidade.

Antes de chegarem aos consumidores, os produtos à venda passam por uma fumigação, bem como o dinheiro usado nas transações.

A compra-venda de mercadorias é feita sob acompanhamento de militares, que têm a seu encargo cuidar da Linha Internacional dos dois países, onde agora estão montadas as barracas de delivery.

O sistema de compra pela Internet (principalmente pelo WhatsApp) e entrega num ponto da fronteira foi a solução encontrada para amenizar a crise do comércio de fronteira, o mais prejudicado pelas medidas de combate ao novo coronavírus.

No Paraguai, milhares de moradores da fronteira ficaram sem emprego ou sem qualquer fonte de recursos. Em Pedro Juan Caballero, fecharam cerca de mil lojas, e o desemprego no setor afetou 6 mil pessoas.

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