Trânsito de caminhões na Ponte da Amizade bate recorde diário

Projeção é que outubro quebre o recorde mensal de movimentação - Foto: Marcos Labanca/Arquivo

Carga que vai, carga que vem: 1.594 carretas cruzaram a fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este em um dia.

Um novo recorde diário no processamento de caminhões na Ponte Internacional da Amizade foi registrado pela Receita Federal do Brasil. Na terça-feira, 19, o órgão contabilizou o movimento de 1.594 carretas, das quais 792 entraram no Brasil: 495 de importação e 297 caminhões vazios.

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Nesse dia, 802 veículos de carga saíram do país pela ponte entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, sendo 499 com produtos de exportação e 303 vazios. Neste mês de outubro, é o segundo recorde diário de movimentação, sendo que o anterior foi no dia 8, quando 1.529 caminhões cruzaram a fronteira.

De acordo com a Receita Federal, de 1º a 20 deste mês foram contabilizadas 19.645 carretas atravessando a Ponte da Amizade Brasil–Paraguai, movimento 25% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. O órgão lembra que outubro de 2020 foi o período mais intenso de movimentação mensal de caminhões pela aduana na fronteira.

O fluxo foi de cargas foi obtido, conforme a RFB, “ao mesmo tempo em que se reduziram os transtornos aos turistas e aos trabalhadores que desejavam cruzar pela ponte”. Essa dinâmica é atribuída ao trabalho integrado entre os setores envolvidos para destravar o fluxo de caminhões e evitar filas no lado brasileiro.

A Receita Federal afirma que adotou as seguintes medidas, desde o ano passado, para agilizar o tráfego de veículos pesados na Ponte da Amizade:

  • aumentou o número de vagas de veículos no Porto Seco de Foz do Iguaçu;
  • ampliou o horário de funcionamento do escâner;
  • estendeu os horários de trabalho nas aduanas; e
  • distribuiu de forma mais eficiente o fluxo de caminhões em lastre e carregados.

“Apesar do expressivo crescimento da movimentação de cargas, conseguiu-se diminuir o tempo médio de permanência dos veículos que adentram o Porto Seco de Foz do Iguaçu”, informa a Receita Federal. Segundo o órgão, os caminhões permanecem, em média, um tempo 11% menor em comparação com o período pré-pandemia.8

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Paulo Bogler - H2FOZ

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