O Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, em 8 de março, será marcado por ato unificado em Foz do Iguaçu, organizado por mais de 20 entidades sociais, sindicais e coletivos feministas. A mobilização destaca que o enfrentamento ao feminicídio e às desigualdades estruturais deve ser compromisso de toda a sociedade.
A data remete às lutas operárias do início do século 20 e ao movimento “Pão e Paz”, de 1917, quando trabalhadoras russas foram às ruas por melhores condições de vida. Reconhecido oficialmente pela ONU em 1975, o 8 de Março mantém caráter reivindicatório. Em 2025, o Brasil registrou 1.470 feminicídios — média de quatro mulheres assassinadas por dia.
Apesar de marcos legais como a Constituição de 1988 e a Lei Maria da Penha, persistem desigualdades: mulheres recebem, em média, 22% a menos que homens e ocupam 17,7% das cadeiras no Congresso Nacional. A sobrecarga da dupla ou tripla jornada também segue como realidade para milhões de brasileiras.
Para a professora Madalena Ames, da APP-Sindicato/Foz, “o Dia Internacional da Mulher representa não apenas uma celebração das conquistas, mas cobra a necessidade contínua de transformação social. A construção de uma sociedade mais igualitária exige quebrar estereótipos e eliminar barreiras estruturais que ainda limitam o desenvolvimento pleno das mulheres, da dupla jornada de trabalho à violência de gênero.”
8 de março em Foz
Ela também cobra efetividade no plano local. “Acompanhamos posicionamentos de vereadores em que homens querem ditar o que é melhor para as mulheres iguaçuenses. E as políticas públicas precisam ganhar celeridade, com garantia de orçamento e aplicação técnica, precisam ser efetivadas, sair da propaganda”, afirma Madalena.
Os organizadores defendem políticas públicas estruturadas, educação para a igualdade e fortalecimento da rede de proteção. O ato ocorrerá no domingo (8), com concentração às 9h na Rua Quintino Bocaiuva com JK, panfletagem na Feirinha às 9h30 e ato às 10h na Praça da Paz. A orientação é levar água e protetor solar.


