Evento online do PTI mostra que já vivemos na era das Cidades Inteligentes

A instalação de tecnologias, por si só, não garante que uma localidade seja chamada de “Cidade Inteligente”. É necessário que essas tecnologias atendam às necessidades e resultem em qualidade de vida para os cidadãos.

Essa definição foi consenso entre os convidados do primeiro Papo Inovador, um programa ao vivo promovido pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e transmitido via redes sociais, na manhã desta quarta-feira, 12.

A proposta do bate-papo era desmistificar a ideia de que as Cidades Inteligentes são algo do futuro e mostrar que já existem iniciativas no Brasil.

Participantes do bate-papo dizem que tecnologias atendam necessidades da população, para chegar ao conceito de cidade inteligente.

O Parque Tecnológico é um exemplo: há anos a instituição tem ações na área, que foram impulsionadas em 2019 com a criação do Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), e ganham ainda mais força com o Programa Vila A Inteligente, lançado em julho deste ano.

O gerente do Centro de Tecnologias Abertas e Internet das Coisas do PTI, Willbur Rogers de Souza, contou que, no Laboratório Vivo instalado no Parque, tecnologias de startups e empresas podem ser testadas e validadas em um ambiente controlado, por onde circulam diariamente de 8 a 10 mil pessoas. 

No espaço estão disponíveis soluções como o sistema de compartilhamento de veículos elétricos, luminárias inteligentes e monitoramento de obras e edificações por drones. Já pelo Programa Vila A Inteligente, o bairro permitirá a “prova real” das tecnologias que serão validadas pelos moradores e pelos cidadãos de Foz do Iguaçu. 

“Será um estímulo para que as empresas de médio e grande porte possam testar suas soluções em tempo real no bairro, tendo muito claro que as tecnologias são meios para atender os anseios e melhorar a qualidade de vida da população”, destacou Willbur.

A iniciativa do primeiro bairro público inteligente do Brasil é promovida em uma parceria entre PTI, ABDI, Itaipu Binacional e Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu.

Um dos objetivos do projeto é que seja um modelo a ser replicado em outros bairros de Foz e em outras cidades do País. 

“Quando criamos esses ambientes demonstradores, a ideia é sensibilizar gestores públicos e de iniciativas privadas para que adotem essas tecnologias, vendo as experiências que foram geradas não só nos laboratórios, mas em cases reais, comentou o líder do projeto Cidades Inteligentes pela ABDI, Tiago Faierstein. 

Sandbox

Inicialmente, serão implantadas tecnologias em quatro áreas: Segurança Pública, Mobilidade, Ambiental e Integração com a Comunidade.

O secretário de Planejamento da Prefeitura de Foz, Edinardo Borba, disse que a administração municipal tem como papel facilitar o desenvolvimento da cidade, possibilitando que instituições especializadas possam realizar investimentos nas inovações. 

A Prefeitura, para viabilizar a implementação do Programa Vila A Inteligente, publicou o decreto do “Programa Sandbox”, que regulamenta no município a instituição de ambientes experimentais de inovação científica, tecnológica e empreendedora, sob o formato de bancos de testes regulatórios – modelo que será adotado na Vila A. 

O sócio-diretor da ICities – Smart Cities Solutions, Caio Castro, ressaltou que, quando se fala em Cidades Inteligentes, existe uma ampla gama de produtos, voltados a áreas como segurança, mobilidade, saúde, energia, educação, entre outras. Mas para ser de fato uma tecnologia de cidades inteligentes, é necessário que seja “sentida pelo cidadão”. 

Ainda de acordo com Castro, a chegada do 5G vai acelerar a mudança da vida nas cidades, com uma maior conectividade entre os instrumentos, resultando um maior quantidade de dados e auxiliando a tomada de decisão. 

Envolvimento de startups 

O co-founder da Hotel Tech, startup com soluções voltadas ao setor hoteleiro, Odenir Dorneles, falou da possibilidade de as empresas de base tecnológica se inserirem em um projeto de Cidades Inteligentes. Ele afirmou que, como startup, possui o conhecimento das “dores” e necessidades do mercado e, por meio do Parque Tecnológico pode se conectar às universidades para o desenvolvimento de inovações. 

Além disso, conforme Dorneles, uma iniciativa como a Vila A Inteligente oferece a oportunidade de replicar soluções desenvolvidas pela empresa para hotéis, que segundo ele são como “minicidades”, em ambientes maiores, como é o caso do bairro.

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