A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (SESP) realizou a primeira aquisição de metralhadoras da história. Foram compradas quatro unidades do modelo israelense IWI Negev, armamento de uso militar empregado por forças de segurança e defesa em mais de 60 países.
O investimento totalizou US$ 84 mil. Os equipamentos serão utilizados para ampliar a capacidade operacional e o treinamento das forças policiais paranaenses no enfrentamento a ocorrências de alta complexidade, conforme a secretaria.
O modelo pode ser empregado em operações terrestres e adaptado para uso em veículos, embarcações e aeronaves.
Conforme o secretário estadual da Segurança Pública, Saulo Sanson, o reforço faz parte da estratégia de modernização das corporações. “Nossas polícias contam com infraestrutura, armamento e equipamentos tecnológicos de primeira linha. Somado ao setor de inteligência, as forças de segurança são capazes de ampliar o preparo e, principalmente, a antecipação às ações de criminosos”, afirmou.
A compra integra o pacote de investimentos para a segurança pública do Paraná que chega a R$ 338 milhões. O governo estadual expõe que a iniciativa contempla a entrega de:
- 3,2 mil armamentos;
- 1.245 viaturas;
- 29 embarcações;
- equipamentos de informática, sistemas de comunicação, tecnologia forense e materiais especializados.
Entre os destaques estão a aquisição de 1.500 carabinas calibre 5,56mm, 1.700 pistolas calibre 9mm, 800 dispositivos de incapacitação elétrica (tasers) e 17 mil espargidores de pimenta.
Metralhadoras e investimentos
O pacote também prevê a nova sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), estruturada para ampliar o atendimento a ocorrências de alto risco em todo o estado.
O investimento inclui ainda cinco motos aquáticas Rescue Runner para operações de busca e salvamento do Corpo de Bombeiros, além de sete viaturas blindadas destinadas à Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal.
Avaliados em R$ 24,18 milhões, esses blindados serão empregados em ações de gestão de crises, combate a crimes complexos e operações especiais, incluindo regiões de fronteira.
(Com informações da Agência Estadual de Notícias)


