Itaipu Binacional promoveu, entre terça (10) e quinta-feira (12), em Foz do Iguaçu, a capacitação de 70 profissionais da saúde da região trinacional de fronteira.
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A atividade ocorreu no âmbito do projeto Vigilância Ativa de Precisão (VAP), que tem como foco o monitoramento do mosquito Aedes aegypti. Endêmico na região, o inseto transmite doenças como dengue, zika e febre chikungunya.
De acordo com a usina, o projeto começou em Foz do Iguaçu no ano de 2023, alcançando bons resultados. A partir de agora, passará por expansão para os municípios de Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu e Ciudad del Este (Paraguai).
Até o momento, Itaipu já investiu mais de R$ 600 mil na VAP, com a aquisição de insumos para armadilhas, licenças de software e capacitação de agentes.
Conforme a binacional, o sistema permite monitorar com alto grau de precisão a circulação do mosquito e orientar ações de campo. Nilton Bobato, gestor do convênio pelo Grupo de Trabalho Itaipu Saúde, avaliou que o projeto já começa a mostrar resultados.
“Foz do Iguaçu viveu, em 2025, um ano sem epidemia de dengue, e isso se deve a ações como essa, construídas com articulação e parceria”, indicou.
Ademais do projeto VAP, Itaipu contribuiu, em 2024, para a implantação da biofábrica de mosquitos do Método Wolbachia em Foz do Iguaçu, com R$ 161 mil.
Liderado pelo Ministério da Saúde, o projeto reproduz mosquitos infectados com uma bactérias naturalmente presente no ambiente. Assim, os “mosquitos do bem” se tornam incapazes de transmitir doenças como a dengue.
Atualmente, cerca de 50% da área urbana de Foz do Iguaçu já recebeu mosquitos reproduzidos no local. A cobertura restante deverá ocorrer ainda em 2026.
(Com informações de Itaipu Binacional)

