Brasil e Paraguai jogaram no mesmo dia e avançaram para as oitavas de final da Copa do Mundo. Enquanto a torcida vibrava, a Itaipu monitorava o “efeito torcida”: as variações no consumo que acontecem antes, durante, no intervalo e depois de cada partida. Confira alguns números:
- depois do jogo do Brasil, o suprimento de Itaipu ao país subiu 1.406 MW em 19 minutos, ou cerca de 30%. Isso equivale a duas unidades geradoras da usina a plena carga;
- já no início de Paraguai x Alemanha, o suprimento ao país caiu 190 MW (5%) em sete minutos. Depois, no intervalo, subiu 383 MW (11%) em 11 minutos. Por fim, após a decisão nos pênaltis, houve nova alta: 203 MW (7%) em dez minutos.
Esses saltos, porém, não são coincidência. Afinal, eles seguem um padrão que se repete a cada jogo das seleções: o consumo cai antes do apito inicial e sobe rapidamente no intervalo, quando o torcedor abre a geladeira e liga o micro-ondas. Em seguida, recua no segundo tempo e volta a subir depois do fim da partida.
Por trás desses números está o monitoramento constante do Operador Nacional do Sistema (ONS), no Brasil, e da Administración Nacional de Electricidad (Ande), no Paraguai. As duas entidades acompanham as variações em tempo real para manter a estabilidade dos sistemas elétricos.

Brasil x Japão
A seleção brasileira jogou primeiro, às 14h. Antes da partida, o fornecimento de Itaipu ao país ficou estável, perto de 4.000 MW. Logo depois do apito final, a partir das 16h05, veio o salto de 1.406 MW.
Enquanto isso, a carga do Sistema Interligado Brasileiro (SIN-BR) seguiu o movimento inverso. Ela recuou 4.526 MW (-6%) na hora anterior ao jogo, queda equivalente ao consumo do Rio Grande do Sul. Na sequência, caiu mais 4.176 MW (-5,9%) ao longo do primeiro tempo, segundo dados do ONS. Já ao final da partida, às 16h03, a carga subiu 12.784 MW (19,1%) na hora seguinte: a soma das cargas médias de Minas Gerais e Paraná.


