A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Predador Oculto nesta terça-feira, 27, em que mira ao crime de caça ilegal no Parque Nacional do Iguaçu, área de preservação entre as mais importantes do país. A ação ocorreu no município de Serranópolis do Iguaçu, no Oeste.
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- O objetivo foi localizar e apreender armas, munições e outros instrumentos utilizados na prática de caça ilegal dentro do parque. A ação teve apoio da Polícia Militar do Paraná, por meio da Força Verde, e de servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, em endereços urbanos e rurais localizados perto da divisa com a unidade de conservação.
As investigações tiveram início após equipes de fiscalização identificarem estruturas ativas de caça no interior da área protegida. No local, foram encontrados saleiros, cevas com milho acondicionadas em canos de PVC e jiraus, que são plataformas instaladas em árvores para facilitar a espera e o abate de animais silvestres.
Caça ilegal no Parque
Segundo a apuração policial, os crimes apresentam características de caça esportiva ou recreativa, associados a fatores culturais e praticados por pessoas com conhecimento da área e das rotinas da fauna. Os investigados utilizavam métodos planejados, explorando períodos de escassez alimentar e reprodução dos animais para atrair e abater espécies silvestres.
Os alvos da operação são investigados por crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais, como caça em unidade de conservação, ingresso em área protegida com instrumentos proibidos e dano direto ou indireto às unidades de conservação. De acordo com os órgãos ambientais, a caça ilegal é atualmente uma das principais ameaças à biodiversidade do Parque Nacional do Iguaçu, remanescente de Mata Atlântica.
Um dos investigados foi preso em flagrante na operação, por posse ilegal de arma de fogo. No imóvel, os policiais apreenderam quatro armas, munições, volumes de carne de animais silvestres congelados e petrechos utilizados em rinha de galo. Também foi identificada uma estrutura destinada à prática ilegal de briga de galos. As investigações seguem.


