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Meio Ambiente

Barbárie contra a fauna

Caça ilegal no parque: operação termina em prisão e multa de R$ 93 mil

PF cumpre mandados contra sete alvos; uma onça pode ter sido atingida com disparo dentro da unidade de proteção em atividades do grupo investigado.

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Caça ilegal no parque: operação termina em prisão e multa de R$ 93 mil
Armas e munições apreendidas pelos federais - foto: PF/divulgação


Operação da Polícia Federal (PF), delegacia de Foz do Iguaçu, contra a caça ilegal no Parque Nacional do Iguaçu termina em prisão e multa de R$ 93 mil. A ação ocorre nesta quinta-feira, 18.

Batizada de Operação Revelação 2, objetiva combater a caça ilegal e a pesca predatória no interior da unidade de conservação, uma das mais importantes do país. Os federais contam com o apoio do ICMBio e da Polícia Militar Ambiental do Paraná.

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Ao todo, são sete alvos de mandados de busca e apreensão nos municípios lindeiros ao parque, em Capanema e Nova Prata do Iguaçu. A operação é um desdobramento de investigações que apontam a atuação de um grupo criminoso estruturado, com logística organizada e prática reiterada de crimes ambientais.

Caça ilegal no parque

Segundo a PF, os investigados utilizavam embarcações para atravessar o Rio Iguaçu e acessar áreas restritas, onde montavam estruturas como cevas, saleiros e jiraus para atrair e abater animais silvestres, entre eles pacas, catetos e veados-mateiros.

O grupo também é investigado pela pesca de espécies ameaçadas de extinção, como o surubim-do-iguaçu, em local de proteção integral. Há indícios, ainda, de que uma onça foi atingida por disparo de arma de fogo dentro do parque.
As apurações revelam que os suspeitos agiam de forma profissional, monitorando a movimentação de equipes de fiscalização do ICMBio e das forças policiais para evitar flagrantes. Análises de dados telemáticos e apreensões anteriores de armas e munições reforçam a atuação organizada do grupo.

Tornozeleira e maus-tratos

Além das buscas, a Justiça determinou a aplicação de tornozeleira eletrônica em três investigados. Durante o cumprimento de um dos mandados, em Capanema, um dos alvos foi preso em flagrante ao tentar ocultar armas e munições em um local onde funcionava uma rinha de galos. No imóvel, foram encontrados 31 galos-de-briga, além de esporas de aço utilizadas nas lutas.

A prisão foi baseada nos crimes de posse ilegal de armas e munições, maus-tratos a animais e crimes ambientais. A Polícia Militar Ambiental também aplicou multa administrativa de R$ 93 mil por maus-tratos à fauna.
A operação busca apreender armas de fogo, apetrechos de caça e pesca, carcaças de animais e dispositivos eletrônicos que auxiliem na comprovação dos crimes, que incluem associação criminosa, caça ilegal, pesca proibida e tráfico de armas e munições. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos.

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.