O Parque das Aves acaba de inaugurar seu Complexo de Saúde Animal. A estrutura foi criada para ampliar e integrar o trabalho de diferentes equipes que atuam no cuidado dos animais. O novo espaço reúne diferentes áreas dedicadas à saúde, à alimentação e ao desenvolvimento dos bichos sob cuidados da instituição e passa também a fazer parte da experiência de visitação.
Conforme a diretora-técnica do Parque das Aves, Roberta Manacero, o complexo representa um avanço importante na forma como as equipes podem trabalhar de maneira integrada pela assistência a cada animal. “Reunimos diferentes áreas em uma estrutura pensada para as necessidades da nossa rotina e, ao mesmo tempo, abrimos uma possibilidade muito especial de aproximar os visitantes a tudo o que existe por trás desse trabalho”, explica.
Ela ainda ressalta que o cuidado animal envolve diferentes profissionais, conhecimentos e decisões. “Agora, parte dessa rotina também poderá ser conhecida por quem visita o parque”, finaliza.
Bastidores à vista
O complexo abriga laboratório, sala de radiografia, clínica veterinária com centro cirúrgico e setor de nutrição animal e de neonatologia. Como os ambientes foram planejados lado a lado, as especialidades ficam mais próximas, e cada etapa do cuidado ganha estrutura própria.
O maior diferencial, porém, está na relação com a trilha. Várias salas têm paredes de vidro voltadas para o percurso de visitação. Assim, o público acompanha de perto parte das atividades, conforme a rotina de cada área. A observação sempre respeita as necessidades dos animais e o ritmo das equipes.
Com isso, a imersão proposta pelo parque vai além dos animais e da Mata Atlântica. Ela chega também a quem cuida deles no dia a dia. “Queremos que a imersão do visitante também aconteça no cuidado animal. As paredes de vidro mostram uma parte do parque que normalmente ficaria nos bastidores. Elas ajudam as pessoas a entender que, por trás de cada animal que encontram na trilha, existe uma grande equipe trabalhando todos os dias. Acompanhar essa rotina aproxima o público do nosso trabalho e da conservação”, afirma a diretora-geral do Parque das Aves, Soraya Penzin.
Obra feita a muitas mãos
A construção levou dois anos e meio e envolveu profissionais de várias áreas da instituição.
“Desde o início, essa foi uma construção feita a muitas mãos. Tínhamos que entender como cada equipe trabalha, quais eram suas necessidades e como a própria estrutura poderia facilitar essa rotina”, conta o diretor de Infraestrutura do Parque das Aves, Cícero Lucas.
Economia circular
O projeto também seguiu princípios de economia circular. Durante o planejamento, as equipes mapearam materiais, móveis e equipamentos que poderiam continuar em uso na nova estrutura. Mesas, bancadas e equipamentos veterinários e de cozinha foram adaptados e ganharam novas funções no complexo. Dessa forma, o atrativo prolonga a vida útil desses itens e usa seus recursos com mais consciência.
“É uma forma de investir no futuro do parque e, ao mesmo tempo, fazer escolhas responsáveis sobre aquilo que já faz parte da nossa estrutura”, destaca a diretora-financeira do Parque das Aves, Luciana Limanski.

