Em etapa de conclusão na fronteira entre Brasil e Paraguai, a Ponte da Bioceânica corre o risco de repetir o destino de sua “irmã” mais ao sul, a Ponte da Integração.
Atualmente, a ponte sobre o Rio Paraguai, projetada para ligar as localidades de Carmelo Peralta e Porto Murtinho (MS), já está com as margens unidas e muito perto da entrega. Entretanto, as obras de acesso seguem em estágio embrionário.
De acordo com o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC), a rodovia de acesso entre Carmelo Peralta e a Ponte da Bioceânica apresenta apenas 23% de execução. Os trabalhos têm previsão de conclusão nos primeiros meses de 2027.

Para que a Ponte da Bioceânica se torne 100% funcional, contudo, o Paraguai precisa terminar uma rota mais longa, a Rodovia Bioceânica.
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A estrada, que atravessa o Chaco de oeste a leste, partindo da fronteira com o Brasil e chegando à Argentina, tem entrega estimada para 2028.
Assim, tal como a Ponte da Integração Brasil–Paraguai, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco, a Ponte da Bioceânica ficaria pronta, mas com uso limitado durante pelo menos dois anos.
Após a liberação total, a via ajudará na criação de um novo eixo de circulação de cargas entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Além disso, levará conectividade internacional a uma área hoje pouco integrada do Paraguai.
O financiamento das obras da Ponte da Bioceânica está a cargo da diretoria paraguaia de Itaipu. Já a Ponte da Integração contou com recursos da diretoria brasileira, conforme acordo entre os dois países, firmado em 2017.

