Desde o segundo semestre de 2025, as apreensões de “canetas emagrecedoras” e medicamentos do tipo dispararam na fronteira entre Brasil e Paraguai.
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O aumento nas apreensões é reflexo, diretamente, da alta procura por produtos emagrecedores, vendidos no Paraguai a preços mais baixos.
Para dificultar o fluxo ilegal, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Brasil, e a Direção Nacional de Vigilância Sanitária (Dinavisa), do Paraguai, firmaram um acordo.
Conforme o jornal La Nación, o convênio prevê troca de informações e intensificação dos controles em pontos como a fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este.
O acordo estipula, além disso, monitoramento ativo na ligação terrestre entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero.
Vale lembrar que a Anvisa proíbe a entrada no Brasil da maior parte dos produtos à base de tirzepatida fabricados no Paraguai. Outro problema está relacionado ao transporte dos medicamentos, com quebra da cadeia do frio e nenhuma garantia de procedência.
A forte demanda por emagrecedores no Brasil tem provocado, ademais, uma onda de assaltos a farmácias e distribuidoras na região de Ciudad del Este.
Os atos de violência, que resultaram na morte de um vigilante de um depósito, ocasionaram a queda da cúpula da Polícia Nacional do Paraguai no departamento (estado) de Alto Paraná.

