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Risco à saúde

“Canetas emagrecedoras”: polícia do Paraguai alerta sobre falsificações

Braço da Interpol no Paraguai afirma ter detectado versões adulteradas de medicamentos contendo a substância tirzepatida.

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“Canetas emagrecedoras”: polícia do Paraguai alerta sobre falsificações
Produtos apreendidos pela Receita Federal do Brasil na fronteira com o Paraguai. Foto: Divulgação/Receita Federal

A unidade da Polícia Internacional (Interpol) no Paraguai emitiu, na última quinta-feira (5), um alerta em relação à falsificação de “canetas emagrecedoras” no país.

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De acordo com o comissário Carlos Duré, chefe da Interpol no Paraguai, grupos locais estariam fracionando e diluindo doses do produto, de olho em aumentar a lucratividade.

Atualmente, medicamentos elaborados com tirzepatida, popularmente conhecidos como “Mounjaro do Paraguai”, contam com alta procura em países como o Brasil.

“Já detectamos que está circulando o medicamento falsificado. Existe a possibilidade de que um frasco do medicamento esteja virando várias doses. Isso quer dizer que estão tirando a dose da concentração adequada”, afirmou Duré ao canal de TV El Trece.

Conforme o policial, quadrilhas já estabelecidas no Paraguai utilizam a logística existente no contrabando e no tráfico de drogas para o despacho do novo produto.

“São questões de estruturas criminosas já existentes, que se encarregam de comercializar [a tirzepatida] ilegalmente, porque há muito dinheiro relacionado a este medicamento”, apontou Duré.

Outro ponto ressaltado pela Interpol Paraguai diz respeito à segurança pública. Desde o início do ano, a região de Ciudad del Este vive uma onda de roubos a farmácias e depósitos de transportadoras. No alvo dos ladrões, as ditas “canetas emagrecedoras”.

“Quando alguém compra esse medicamento por mecanismos formais, bandidos filtram a informação e atacam. Logo, rapidamente, entram em contato com os contrabandistas para atravessá-lo ao Brasil”, detalhou o comissário.

A importação de produtos à base de tirzepatida, procedentes do Paraguai, está proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, o transporte inadequado, sem refrigeração, pode resultar em graves riscos à saúde dos usuários.

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    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski é colaborador do H2FOZ desde 2021. Acompanha o noticiário da fronteira há duas décadas e cobre editorias como Paraguai, Argentina, Turismo, Esporte, Cultura e Segurança Pública.

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