Todos os anos, no dia 1.º de agosto, moradores do Paraguai e de províncias do Nordeste da Argentina bebem o carrulim. A bebida alcoólica mistura caña (CA), arruda (RRU) e limão (LIM), cuja junção dá origem ao nome peculiar.
Conforme a tradição, que tem raízes na cultura guarani, consumir até sete goles do preparo ajuda a proteger contra o mau agouro e contra as dificuldades do mês de agosto, período associado, pelos povos nativos, a dificuldades na agricultura.
Em Ciudad del Este, as garrafas de carrulim estão à venda nas bancas das yuyeras (mulheres que vendem ervas medicinais). Os preços variam de acordo com o tamanho da dose. Já algumas lojas oferecem a bebida como cortesia para os clientes.
O preparo não tem segredos, mas o modo mais tradicional exige antecedência, para que os ingredientes possam misturar suas propriedades.
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Para 50ml de carrulim (lembre-se de não exagerar), pegue uma dose de caña blanca (a conhecida cachaça de cana-de-açúcar), pelo menos um limão e um maço de folhas de arruda.
A quantidade de limão e de arruda pode variar conforme a preferência de quem prepara. Extraia o suco do limão (ou coloque-o em rodelas na bebida), insira a arruda e deixe pegar o gosto. Além disso, há quem coloque mel e outros aditivos para turbinar a receita.
Quando der seus goles no carrulim, mentalize pensamentos e sentimentos positivos, parte importante do processo de superar os desafios do cotidiano.
E funciona? Cientificamente, não há qualquer evidência. Mas o fato de seguir uma tradição (e criar conexões com pessoas que fazem o mesmo) pode gerar laços e auxiliar, sim, no processo de fortalecimento dos vínculos de uma comunidade. ¡Buen trago!

