Nos primeiros quatro meses de 2026, o comércio entre Brasil e Paraguai cresceu 9%, na comparação com o mesmo período de 2025. A cifra consta de um estudo da Câmara de Comércio Paraguai–Brasil (CCPB), divulgado na segunda-feira (11).
De acordo com o levantamento, o Paraguai vendeu US$ 1,232 bilhão para o mercado brasileiro e comprou US$ 1,097 bilhão. Assim, o saldo a favor do país vizinho ficou em US$ 136 milhões (números arredondados).
Sementes de soja (US$ 105,9 milhões), fios e cabos para autopeças (US$ 77,1 milhões) e arroz (US$ 66,3) figuram como os itens mais exportados para o Brasil.
Já em termos percentuais, três segmentos tiveram os maiores crescimentos: sementes de soja (180%), leite em pó (151%) e trigo (22%).
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No sentido inverso, máquinas agrícolas lideram como os produtos mais vendidos do Brasil para o país vizinho, somando US$ 53,6 milhões.
Nos últimos anos, o setor industrial vem ganhando cada vez mais espaço nas vendas do Paraguai para o Brasil, graças ao regime de maquila. O sistema permite a montagem e o acabamento de produtos elaborados com matéria-prima importada.
Ao jornal La Nación, Jorge Garicoche, economista, destacou que a maquila representa muito mais que geração de empregos em áreas como a fronteira com o Brasil.
“Compramos do Brasil parte dos fios e cabos que voltamos a vender para eles, mas após transformação. Compramos US$ 26 milhões, agregamos valor e vendemos por US$ 77 milhões”, exemplifica. “Estamos aprendendo a gerar valor agregado.”
O crescimento industrial acontece, principalmente, nas áreas próximas à fronteira com o Brasil, em Ciudad del Este e região metropolitana. Em seguida, aparecem os arredores de Assunção. Entre os desafios, a necessidade de fortalecer a formação de mão de obra.

