Todos os anos, no último sábado de fevereiro, o Paraguai comemora o Dia Nacional do Tererê, bebida típica do país. Preparada com mate e incrementada com ervas medicinais, a infusão também conquistou moradores dos países vizinhos, como Brasil e Argentina.
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Neste sábado (28), várias atividades culturais estão programadas nas principais cidades do Paraguai, tendo como foco o tererê. Em atrativos turísticos, por exemplo, os visitantes costumam ser recebidos com erva e água gelada para preparar a bebida.
A origem da infusão está vinculada aos povos guaranis. A primeira descrição da bebida ocorreu no século 16, por sacerdotes jesuítas. Naqueles tempos, ainda não havia a tradicional bomba, mas algumas comunidades usavam canudos de bambu.
Em publicação sobre a história do tererê, a agência pública IP recorda que, em 1618, o então chefe da colônia espanhola, Hernando Arias de Saavedra (Hernandarias), tentou proibir o consumo. À época, a bebida estava associada a “vícios como a preguiça”.
Já o padre Diego de Torres Bollo, da Companhia de Jesus, considerava o tererê uma “superstição diabólica que provoca muitos danos”, relatando seu uso à Inquisição.
Com o passar dos anos, contudo, a erva-mate passou de vilã a tesouro, ganhando o apelido de “ouro verde paraguaio”. Chás e modos tradicionais de preparo, como o tererê paraguaio, o mate argentino e o chimarrão brasileiro, adquiriram popularidade.
As bebidas à base de mate estão intimamente ligadas à história da região de fronteira. Os primeiros ciclos econômicos de Foz do Iguaçu, cidades paraguaias e argentinas da região, vale lembrar, tinham como produtos a madeira e a erva-mate.
Em Foz do Iguaçu, a erva para tererê está disponível não só no comércio informal, mas também nas redes de supermercado.

