O presidente do Paraguai, Santiago Peña, assinou, nessa quarta-feira (25), o Decreto n.º 5.554/2026. O documento permite a mobilização das forças militares para o combate ao crime em toda a Região Oriental do país, o que inclui a fronteira com o Brasil.
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De acordo com o texto, a Força-Tarefa Conjunta (FTC), até então restrita a alguns departamentos (estados) do Paraguai, poderá atuar em uma área maior. Tal atuação inclui “rios nacionais, fronteiriços e internos, a fim de garantir a segurança nacional”.
A emissão do decreto ocorreu após reunião mantida por Peña com o Conselho de Defesa Nacional (Codena). O encontro teve como pauta o enfrentamento a organizações como o Exército do Povo Paraguaio (EPP), grupo paramilitar que opera em zonas rurais do país.
Conforme o texto, militares do Exército, Marinha (Armada) e Força Aérea do Paraguai poderão agir no enfrentamento às ameaças internas, sempre que acionados.
O emprego das forças militares acontecerá em conjunto com as instituições do setor da segurança, como a Polícia Nacional e a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad).
O fato novo que levou o governo do Paraguai a ampliar a área de cobertura da FTC foi o sequestro do agricultor Almir de Brum, atribuído ao EPP.
Filho de brasileiros, Almir está em poder dos captores desde o fim de semana, com a família não tendo recebido, até o momento, nenhuma prova de vida.
O sequestro ocorreu na divisa entre os departamentos de Canindeyú e Caaguazú, na região de Campo Morombí. Até então, não havia informação sobre a presença do EPP ou de organizações similares no departamento de Caaguazú.

