Entidade representativa da classe no Paraguai, o Círculo Paraguaio de Médicos (CPM) está pedindo ao governo do país que aplique, de forma estrita, o Decreto n.º 5.147/2025.
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A normativa estabelece que estudantes estrangeiros de Medicina comprovem o domínio de pelo menos uma das línguas oficiais do país (espanhol e guarani).
No entender da entidade, os estudantes precisam ter conhecimento em ambas as línguas oficiais do Paraguai, principalmente durante os estágios na rede de saúde pública.
“Esta medida é fundamental para frear um modelo de mercantilização da formação médica, que prioriza a quantidade de estudantes em detrimento à formação de qualidade e que teve como consequência a submissão dos pacientes mais pobres e vulneráveis a barreiras de comunicação”, argumenta o CPM.
A entidade da classe médica do Paraguai defende que a certificação de domínio linguístico esteja a cargo de instituições independentes, não das próprias universidades.
O CPM argumenta, ademais, que a comprovação de proficiência precisa figurar requisito obrigatório para o registro da matrícula dos estudantes.
Veículos de grande circulação do Paraguai, como o jornal ABC Color, repercutiram o assunto. Em Ciudad del Este, jornais como o La Clave também publicaram matérias destacando o comunicado do CPM.
Em busca no portal da Gaceta Oficial (Diário Oficial), contudo, o H2FOZ não encontrou a íntegra do decreto citado pelo CPM, bem como no portal de Decretos da Presidência do Paraguai.
Atualmente, os brasileiros representam o grupo mais numeroso entre os estudantes de Medicina no Paraguai. Para saber quantos brasileiros estão matriculados nos cursos oferecidos pelas universidades públicas e privadas do país vizinho, clique aqui.


Bobagem Vai utilizar onde o idioma.
O Paraguai sempre teve respeito pelo seu povo originário. Parabéns para este povo🙌🏽
Até msm os paraguayos novos não sabem falar, vejo professores de guarani corrigindo eles, imagina os Br.
Medida tosca, que se implementada vai trazer prejuízo econômico principalmente ao Paraguai com milhares de estudantes procurando Argentina, Peru, Bolívia ou outro país próximo.
Me parece excelente, y no es pensamiento tosco como el comentario anterior Argentina, Perú y Bolivia hablan uno de los idiomas que se habla en Paraguay, pero Brasil no. Hay muchos pacientes que no entienden portugués y solo hablan guaraní en los hospitales públicos. Y la mayoría de los alumnos brasileros ni un poco de esfuerzo en por lo menos hablar al paciente en castellano. De cierta manera es aplicar empatía al mismo tiempo.
Ya era hora de hacer eso.