Neste 24 de fevereiro, Dia da Mulher Paraguaia, o H2FOZ homenageia mulheres que foram pilares na reconstrução do Paraguai após a Guerra da Tríplice Aliança e deixaram legado na memória cultural e literária do país.
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A data surgiu para marcar a primeira Assembleia de Mulheres Americanas, realizada em Assunção, capital do país, em 1867. Na ocasião, mulheres ricas e pobres decidiram doar todas as joias para que fossem transformadas em armas e alimentos para as tropas.
A efeméride, que remete à resistência das mulheres, foi proposta como Dia da Mulher Paraguaia pela historiadora Idalia Flores de Zarza. Em 1974, o projeto foi encampado pela deputada Carmen Casco de Lara Castro e aprovado. Assim surgiu o Dia da Mulher Paraguaia.
Mas a coragem e o despojamento transcenderam o campo de batalha e foram cultivados ao longo do tempo pela literatura. “Se na guerra as mulheres sustentaram a nação, na literatura sustentaram a memória”, observa a escritora e professora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), Jorgelina Tallei.
Ela ainda destaca: “Escrever também é reconstruir um país”.
Escritoras que marcaram a literatura paraguaia
Carmen Soler (1924-1985): poetisa que retratou em sua obra o compromisso social e a luta contra a ditadura de Stroessner, com livros como Poesías reunidas.
Ida Talavera (1910-1993): considerada precursora da poesia feminina e moderna no Paraguai.
Josefina Pla (1909-1999): escritora e artista. Considerada uma das principais representantes da geração de 1940 e uma das precursoras do feminismo no Paraguai.

Renée Ferrer (1944-): poeta, romancista e doutora em História. Vencedora do Prêmio Cervantes Chico Ibero-Americano de Literatura Infantil e Juvenil 2024. Coloca a mulher no centro da narrativa.
Susy Delgado (1949-): escritora bilíngue e jornalista. Sua obra tem clara proeminência poética. Escreve em espanhol e guarani.


