Ministério Público e Polícia Nacional do Paraguai deflagraram, nessa quinta-feira (24), a Operação Aurelia, tendo como alvo uma rede especializada no contrabando de ouro.
De acordo com as autoridades do país, foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão contra cidadãos paraguaios e estrangeiros. Além disso, os agentes estiveram em locais que abrigam empresas, aparentemente de fachada, investigadas no esquema.
Conforme as apurações, a quadrilha trabalhava “esquentando” ouro de procedência ilícita, no Paraguai, para envio a países como Panamá e Turquia.
A liderança do grupo está atribuída a um homem de nacionalidade sueca, mas de origem turca, com antecedentes no Brasil. Por esse motivo, os investigadores manejam a hipótese de que o ouro, com alto grau de pureza, tenha como procedência o Brasil.
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Os mandados, que resultaram na prisão de quatro pessoas, tinham como alvo endereços, empresas e suspeitos na capital do Paraguai, Assunção, e em cidades vizinhas. A lista inclui Luque, Fernando de la Mora, Ypané e Limpio, municípios da área metropolitana.
Em um local comercial no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, o principal do Paraguai, os agentes encontraram metais preciosos e outros elementos.
O local figurava no esquema como uma espécie de “posto de distribuição”, com a entrega do metal a “mulas”, responsáveis pelo transporte em meio a bagagens comuns.
Entre novembro de 2025 e abril de 2026, as autoridades do Paraguai apreenderam 49 quilos de ouro atribuídos ao grupo. Os integrantes poderão responder pelos crimes de contrabando, associação criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros.

