O governo dos Estados Unidos incluiu, nesta semana, duas facções criminosas brasileiras no rol de organizações terroristas. Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) são os grupos sancionados. A notícia repercutiu no Paraguai.
De acordo com o secretário Marco Rubio, PCC e CV estão sujeitos às punições previstas na legislação dos Estados Unidos. Tais sanções incluem o bloqueio de fundos, punições contra empresas e a detenção de indivíduos vinculados aos grupos.
A designação como terroristas gera controvérsias nos campos jurídico e político, pois PCC e CV costumam estar enquadrados como máfias na maioria dos países. No Paraguai, os grupos dominam a cadeia de produção e distribuição de entorpecentes.
Recentemente, Estados Unidos e Paraguai firmaram acordos na área de segurança pública e cooperação militar. Os dois países têm histórico de realização de operações conjuntas e fluído intercâmbio de informações.
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Assim, o Paraguai aparece como cenário plausível para possíveis ações diretas dos Estados Unidos contra PCC e CV. Um eventual ataque contra os grupos, por exemplo, pode ocorrer no país vizinho, não no Brasil.
Já no flanco financeiro, a ameaça de restrições a empresas envolvidas com os grupos pode ter impacto no fluxo de investimentos no Paraguai. Para evitar sanções nos EUA, companhias e acionistas sob suspeita terão de demonstrar a origem legal dos recursos.
Ameaça ao estado paraguaio
Especialistas apontam, com frequência, PCC e CV como ameaças aos poderes constituídos no Paraguai, principalmente na fronteira. Cidades como Pedro Juan Caballero, fronteiriça com Ponta Porã (MS), possuem forte presença do crime organizado.
No caso de Ciudad del Este, a cidade convive, desde o início dos anos 2000, com alegações de que grupos islâmicos atuam na cidade. A designação de PCC e CV como terroristas deverá agregar elementos novos à equação.
Até o momento, vale ressaltar, Paraguai e Estados Unidos não deram indicações de que promoverão operações conjuntas co

