Na última terça-feira (21), um grupo com mais de 20 homens armados atacou o posto da Polícia Nacional do Paraguai em Naranjito, no departamento (estado) fronteiriço de Canindeyú. Dois policiais e um civil que atuava na repartição morreram.
Nessa quinta-feira (23), o governo do Paraguai informou que está atribuindo a autoria do atentado ao grupo insurgente Exército do Povo Paraguaio (EPP).
Em declarações à imprensa de Assunção, o ministro do Interior, Enrique Riera, disse que cápsulas recolhidas no local coincidem com as de munições utilizadas em outro ataque do EPP, no ano de 2025.
Além disso, a estratégia de atacar unidades do Estado a tiros e incendiá-las integra o “manual” do grupo, que agora estaria sob a liderança de um dos filhos de Osvaldo Villalba, abatido em 2022.
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“Aparece uma nova geração, formada pelos filhos e por pessoas recrutadas na região, que antes faziam apenas tarefas logísticas”, afirmou Riera.
Execução sumária dos policiais
Por outro lado, o legista do Ministério Público do Paraguai, Pablo Lemir, revelou os resultados das autópsias dos dois policiais mortos no ataque. De acordo com Lemir, um recebeu um tiro na boca, e o outro, na cabeça, com características de execução sumária.
No momento da publicação desta notícia, os detalhes da morte do civil Josemar Escobar Piris, de 37 anos, ainda não estavam públicos. O único sobrevivente do atentado, um policial de 47 anos, permanece internado em um hospital de Assunção.

