Caminhoneiros do Paraguai reforçaram, nesta semana, o pedido feito pelos colegas do Brasil para que a Ponte da Integração funcione, prioritariamente, para a passagem de caminhões entre os dois países.
Leia também:
Ponte da Integração: entidades enviam ofício ao governo federal
Conforme noticiado pelo H2FOZ, entidades do lado brasileiro encaminharam ofício ao Ministério das Relações Exteriores, demarcando o posicionamento.
Atualmente, a Ponte da Integração está aberta apenas no período noturno e para a passagem de caminhões vazios (das 22h às 5h) e ônibus de turismo (das 19h às 7h).
No entanto, autoridades de Presidente Franco, município paraguaio na cabeceira da ponte, reivindicam a liberação da circulação diurna de carros de passeio.
Os caminhoneiros defendem que, neste momento, as autoridades gestoras da Ponte da Integração devam definir, primeiro, as regras para os veículos de carga.
Os motoristas pedem a liberação da passagem dos caminhões com carga e o funcionamento 24 horas da nova via fronteiriça.
Cabe recordar, porém, que a limitação ao horário noturno decorre de obras viárias inacabadas no Paraguai. O anel viário que receberá os caminhões na cabeceira paraguaia da Ponte da Integração ficará pronto somente nos meses iniciais de 2027.
Ponte da Integração para cargas
Em declarações ao jornal La Nación, Martín Bauman, dirigente do Sindicato dos Condutores e Trabalhadores do Transporte de Cargas Internacionais de Fronteiras do Paraguai, fez coro à reivindicação dos brasileiros quanto à Ponte da Integração.
“As autoridades precisam lembrar da finalidade da criação dessa ponte, para receber caminhões e descongestionar a Ponte da Amizade”, argumentou. “Com a tomada de decisões erradas, podemos repetir o caos da Ponte da Amizade.”
Bauman defendeu, ademais, a disponibilização de estrutura para que os caminhoneiros possam esperar a travessia da fronteira, assim como a otimização da fiscalização, evitando procedimentos duplicados. “Perdemos tempo com isso”, indicou.

