Na manhã de terça-feira (10), professores e outras categorias de servidores públicos fizeram protestos nas principais cidades do Paraguai. Em Ciudad del Este, a manifestação ocorreu na área central, chegando à rotatória próxima à Ponte da Amizade.
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Os protestos tinham como alvo um projeto em tramitação no Senado do Paraguai, prevendo reformas na previdência dos servidores. As alterações na Caja Fiscal (fundo de pensão), no entender dos trabalhadores, trariam prejuízos irreversíveis.
O maior ato ocorreu na capital do país, Assunção. Participaram da manifestação servidores de várias partes do Paraguai, incluindo representantes dos sindicatos de Ciudad del Este e região.
Na cidade da fronteira, o protesto teve o apoio do prefeito, Daniel Pereira Mujica, que discursou em apoio aos trabalhadores.
Inicialmente, veículos de comunicação do Paraguai reportaram que haveria bloqueio ao trânsito na Ponte da Amizade, mas os manifestantes não chegaram ao alto da via.
Em declarações reproduzidas pelo jornal ABC Color, Roberto Sosa, líder docente, defendeu a criação de uma comissão para debater o projeto com os legisladores.
No entender de Sosa, a redação da matéria, tal como está, beneficiará apenas algumas categorias, enquanto prejudicará profissões como professores, policiais, militares e médicos.
Reforma previdenciária no Paraguai
O projeto de reforma do fundo de pensão, defendido pelo Ministério da Economia e Finanças do Paraguai, recebeu, na semana passada, o aval da Câmara dos Deputados.
A iniciativa estabelece, entre outras medidas, endurecimento às regras de aposentadoria, bem como aumento dos percentuais de contribuição. Tais ações, de acordo com o ministério, auxiliariam a cobrir o déficit de cerca de US$ 400 milhões registrado em 2025.
Em meio à repercussão dos protestos, o Senado do Paraguai decidiu adiar, para o mês de março, a análise da matéria no plenário da Casa.

