Devido ao registro de casos da doença de Newscastle em Santa Catarina, o Paraguai decidiu proibir, temporariamente, a importação de aves e produtos avícolas do Brasil, procedentes do estado catarinense.
A medida, disposta pelo Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), já está em vigor em locais como a Ponte Internacional da Amizade.
Atualmente, o Paraguai importa grandes quantidades de itens como carne de frango e ovos do mercado brasileiro. Parte desse fluxo ocorre de forma legal, mas uma parcela significativa cruza a fronteira informalmente, a bordo de vans e outros veículos.
A venda de ovos e carne de aves para o mercado paraguaio representa uma fatia importante do faturamento de empresas sediadas em Foz do Iguaçu. Assim, a proibição temporária de itens procedentes de Santa Catarina poderá ter impacto imediato na economia local.
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Conforme os registros, as autoridades sanitárias de Santa Catarina detectaram um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de produção de perus. O caso, registrado no município de Nova Itaberaba, já está controlado.
Para manter a confiabilidade do sistema, o Brasil seguiu o protocolo e notificou o incidente à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), também integrada pelo Paraguai.
Uma vez cumpridos os requisitos e atestada a inexistência de novos focos, as exportações deverão ser retomadas. Ainda não há, contudo, data para o retorno das autorizações para a importação de produtos avícolas na fronteira entre Brasil e Paraguai.
A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres. Em seres humanos, pode causar conjuntivite transitória em quem tem contato direto com as aves doentes. O consumo de carne e ovos inspecionados, no entanto, não apresenta riscos de contágio.

