Familiares de Almir de Brum, filho de agricultores brasileiros, anunciaram, nessa quinta-feira (4), o fim do sequestro que já durava mais de cem dias. A informação foi confirmada, posteriormente, por autoridades do governo do Paraguai.
O sequestro ocorreu no dia 20 de fevereiro, enquanto Almir trabalhava na fazenda da família em Campo Morombí, na divisa entre os departamentos (estados) de Canindeyú e Caaguazú.
No local, trabalhadores encontraram um panfleto do grupo insurgente Exército do Povo Paraguaio (EPP), que atua na região Centro-Norte do Paraguai.
Desde então, a família não teve mais notícias de Almir, com os sequestradores ignorando, inclusive, os pedidos de envio de uma prova de vida.
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Por outro lado, os esforços dispendidos pelo governo do Paraguai, que montou uma força-tarefa para localizar o agricultor, não obtiveram resultados.
Nessa quinta-feira, Valmir de Brum, pai de Almir, comunicou a libertação do filho, informando que não houve pagamento de resgate. “O Almir me ligou e me disse: ‘Venha logo me buscar, estou em tal lugar.’ E eu saí como um louco”, revelou.
Valmir detalhou, à imprensa do Paraguai, que o filho aproveitou um descuido dos captores para fugir. Além disso, caminhou por cerca de seis dias em uma área de vegetação, até sair a público e conseguir um telefone celular para entrar em contato com a família.
Volta para casa
De volta ao lar, Almir passou por exames que atestaram que, apesar da perda de peso, seu estado de saúde sofreu poucos danos. Ele receberá, nas próximas semanas, acompanhamento psicológico, oferecido pelo Ministério da Saúde do Paraguai.
As investigações sobre o caso, de acordo com a Polícia Nacional e o Ministério Público do Paraguai, continuam. “Esta investigação não terminou, vamos continuar em busca dos responsáveis”, afirmou o promotor Juan Benegas.


