O Pint of Science 2026 vai movimentar Foz do Iguaçu entre os dias 18 e 21 de maio. Serão oito debates sobre diversas áreas do conhecimento sempre com início às 19h. Neste ano, a programação tem temas instigantes nas áreas de astrofísica, biologia, filosofia e saúde.
Uma das palestrantes é Carola Carvalho, idealizadora do Space Beer. Ela uniu astrobiologia, biotecnologia e cultura cervejeira brasileira e idealizou o Space Beer Project. Em Foz, Carola vai falar sobre a pesquisa de leveduras selvagens encontradas na biodiversidade brasileira, como o mel de abelhas da Amazônia, e sua relação com contextos de exploração espacial e produção de alimentos e bebidas, incluindo a cerveja, fora da Terra.
Outra cientista que estará presente na cidade é a astrofísica especialista em raios cósmicos e raios gama Rita de Cássia dos Anjos, docente da UFPR, campus de Palotina. Com atuação em observatórios internacionais (Chile e Espanha) que estudam raios gama que chegam à Terra para analisar eventos extremos do Universo, Rita vai contar um pouco dessa experiência.
A fauna e a flora também serão assunto do Pint of Science deste ano. Professora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), Elaine Della Giustina Soares discorrerá sobre animais que estão longe de pertencerem à “fofofauna”.
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Já a bióloga Izabele Munaro, que atua no Parque Nacional do Iguaçu, irá apresentar com mais profundidade os frutos presentes na flora local, principalmente os encontrados no parque, e sua importância ecológica, cultural e alimentar.
Canetas emagrecedoras entram no debate
As canetas emagrecedoras não poderiam estar de fora do Pint. O tema será tratado pela nutricionista Daiana Pepe. Ela apresentará dados científicos e resultados que as canetas trazem para responder à pergunta que persegue usuários, cientistas, profissionais da saúde e a indústria: esses medicamentos representam o fim da obesidade?
Outra convidada do evento é a influenciadora digital baiana Kananda Eller, uma das principais vozes da divulgação científica brasileira. Kananda irá falar sobre como fazer ciência valorizando saberes produzidos no Brasil — e no Sul Global — e por grupos que lutam por maior visibilidade, como indígenas, negros e mulheres.
Criadora do perfil Deusa Cientista, ela tem milhares de seguidores no Instagram e TikTok e reconhecimento internacional por seu trabalho na divulgação científica, destacando a presença da mulher negra na história da ciência.
Outro assunto em pauta será filosofia. Professor da Unila, Napoleão Schoeller de Azevedo Júnior vai desafiar os presentes a filosofar sobre um tema que todos os dias ocupa os meios de comunicação e as redes sociais: o crime. O filósofo, também cientista, pretende discutir o papel da conduta e da intenção no debate sobre o que é crime ou não.
E a criatividade, essa qualidade que todos buscamos em diferentes áreas da vida, afinal, vem de onde? Descobrir isso é o que propõe o docente Cláudio Alexandre de Souza, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
Em Foz do Iguaçu, o festival é organizado no âmbito do Fronteira da Ciência, um projeto de extensão da Unila que reúne uma ampla rede de voluntários entusiastas da ciência. Além de movimentar Foz do Iguaçu, o Pint of Science mobiliza cidades em todo o país. Em 2026, o festival será realizado em 213 municípios brasileiros, 46 deles distribuídos no Paraná, estado com mais cidades realizando o evento no Brasil.
O Pint of Science Foz do Iguaçu 2026 tem apoio do Itaipu Parquetec e patrocínio ouro do Parque Nacional do Iguaçu e patrocínio prata do Parque das Aves. Ambas as instituições contribuem para fortalecer a divulgação científica e aproximar a ciência da sociedade.
Saiba mais
A programação completa e novidades do festival podem ser acompanhadas no perfil do Instagram @fronteiradaciencia.
Confira a programação completa:
18/5 — Segunda-feira | 19h Rafain Chopp by Jeca Espetinho
- Canetas emagrecedoras: é o fim da obesidade? — Daiana Pepe, nutricionista
- Fofofauna: e quando a fauna não é fofa? — Elaine Soares (Unila)
19/5 — Terça-feira | Mercado Público Barrageiro
- Mistérios do Universo Extremo: de onde vêm as partículas mais energéticas do cosmos? — Rita dos Anjos (UFPR Palotina)
- Da colmeia ao universo: sonhos de uma levedura viajante — Carola Carvalho (USP)
20/5 — Quarta-feira | Hell’s Dogs Motorcycle Bar
- Frutos do Iguaçu — Izabele Munaro (ICMBio)
- A filosofia de um crime: o papel da conduta e da intenção no debate sobre o que é crime ou não — Napoleão Schoeller de Azevedo Júnior (Unila)
21/5 — Quinta-feira | Mercado Público Barrageiro
- Ciência decolonial — Kananda Eller (Deusa Cientista)
- De onde vem a criatividade? — Cláudio Alexandre de Souza (Unioeste)
(Com informações da assessoria de imprensa)



O que não entendo é o porquê sempre usar o termo “mulher negra”. Tem algima diferença de uma mulher negra para uma branca? Eu sou filho de uma mulher negra, neto de uma mulher negra e bisneto de uma mulher filha de uma mulher indígena e não vejo essa diferença. Acredito que o racismo começa no momento em que dividem ou selecionam as mulheres pelas cores. Sou de pele clara más jamais desacreditei uma pessoa pela cor da pele. Assim co.o existem negros sem valor existem brancos e outros com menor valor ainda. Racismo se constroi documento em que se colocam e/ou separam as pessoas pela cor da pele…