Houve um tempo em que as noites de Foz do Iguaçu eram regidas por um ritmo pulsante, que misturava estilos e o suor da pista de dança com a sofisticação de um bom drink para conversar. Isso no centro da cidade, no coração da Avenida Jorge Schimmelpfeng.
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Esse cenário atendia pelo nome de Agência Tass, um point para moradores, vizinhos da região trinacional e municípios próximos, durante parte da década de 1990. A memória visual da época — e por que não dizer, efetivada — remete à fachada iluminada e ao convite para o agito, que começava pontualmente às 23 horas.
A estrutura da Tass permitia bebericar com tranquilidade ou se perder na pista e dançar como se não houvesse amanhã. Para isso, o espaço contava com uma parafernália tecnológica de sons e luzes, reportou o jornal Ponte da Amizade, conteúdo resgatado, digitalizado e colocado para acesso público pelo Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu.
“Em busca do santo graal da pedra perdida, você encontra a eternizada bolacha de vinil, CDs e vídeo laser”, expressou a assessora de imprensa Rossana Schimitz, jornalista iguaçuense já falecida.
O resgate da memória evoca mais do que apenas baladas. A Agência Tass era palco de grandes encontros sociais, como casamentos, formaturas, peças teatrais e os inesquecíveis coquetéis que movimentavam o “ti-ti-ti” da fronteira. E shows, muitos shows.
Agência Tass
A casa perseguia o objetivo de ser “sinônimo de festa e alegria”. Além de atrair um público cativo, a danceteria contribuiu para movimentar o entorno do estabelecimento, acendendo a noite na região da Avenida Jorge Schimmelpfeng. Lembrar da Tass é revisitar o famoso bar Copo Gelado, que ficava ao lado, ou as opções de cachorro-quente gigante, forma de repor as energias após jornadas dançantes e divertidas.
Com capacidade para receber 1,8 mil pessoas, a casa tinha entre os atrativos o telão que exibia clipes e programas, além de uma programação semanal variada. Em 1997, buscando fazer frente a um público em transformação, a Tass foi reinaugurada com uma nova fachada e outros formatos de atrações.
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Museu da Imprensa
Acervo digital de jornais, revistas e publicações impressas de Foz do Iguaçu, com acesso público e gratuito. Reúne documentos que testemunham a trajetória do município e de sua gente, em imbricação com as Três Fronteiras — Argentina, Brasil e Paraguai.
A coleção inicial reúne quase 20 mil páginas, cobrindo um período histórico de seis décadas, a partir de 1953. O conteúdo é resultado do esforço coletivo de resgate, preservação e valorização desse patrimônio. O projeto é uma iniciativa da Associação Guatá, com apoio da Itaipu Binacional.
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