Qualquer semelhança com as notícias de hoje não pode ser considerada mera coincidência. Já na década de 1980, o contrabando de produtos na fronteira do Brasil com o Paraguai exigia a ação das forças de segurança.
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Atualmente, canetas emagrecedoras e iPhones. Lá atrás, os itens incluíam produtos de uso diário. O Museu da Imprensa apresenta matéria de março de 1984, do jornal iguaçuense Diário da Cidade, sobre um flagrante na região trinacional.
Em ronda de rotina na BR-277, pouco antes de São Miguel do Iguaçu, patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptaram uma Kombi carregada de mercadorias contrabandeadas. Entre os itens apreendidos, calças, bebidas e perfumes.
O adjunto Andrade, da PRF, narrou a abordagem, conforme o jornal. E relatou que “o condutor da Kombi, placa RB-1461, de Foz do Iguaçu, não atendeu ao sinal para parar e precisou ser alcançado com a Caravan da patrulha”.
O motorista, protético desempregado, confessou ter aceitado o serviço de levar a mercadoria até um posto de combustível na rodovia. O condutor de um ônibus de turismo de São Paulo apanharia os produtos.
Contrabando em Kombi
Os policiais rodoviários esperaram, então, a passagem do ônibus pela BR-277, que não tardou. A notícia no Diário da Cidade revelou que o motorista e proprietário da empresa de coletivos tentou “ganhar” [subornar] os policiais. Não funcionou.
Ele foi indiciado, com mais seis passageiros, em flagrante. “Quanto aos demais componentes da excursão, foram liberados logo após a inspeção dos policiais e tiveram embargadas apenas quantidades pequenas de mercadorias”, retratou o jornal.
Que dólar ou PIX nada! O homem disse que receberia pelo serviço 450 mil cruzeiros, sendo 250 mil em dinheiro e o restante em cheque. “Não chegou a embolsá-los desta vez”, concluiu, com ironia, o jornal.
Leia a matéria original na íntegra.
Museu da Imprensa
Acervo digital de jornais, revistas e publicações impressas de Foz do Iguaçu, com acesso público e gratuito. Reúne documentos que testemunham a trajetória do município e de sua gente, em imbricação com as Três Fronteiras — Argentina, Brasil e Paraguai.
A coleção inicial reúne quase 20 mil páginas, cobrindo um período histórico de seis décadas, a partir de 1953. O conteúdo é resultado do esforço coletivo de resgate, preservação e valorização desse patrimônio. O projeto é uma iniciativa da Associação Guatá, com apoio da Itaipu Binacional.
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