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Italiana viaja ao Brasil para conhecer escola que homenageia seu tio em Foz do Iguaçu

Caterina Salvucci foi a Vila C conhecer a Escola Municipal Padre Luigi que neste ano está completando três décadas

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Italiana viaja ao Brasil para conhecer escola que homenageia seu tio em Foz do Iguaçu
Inaugurada em setembro de 1996, a escola surgiu a partir da uma mobilização feita por moradores da Vila C Nova e Bela Vista. Foto: Murilo Beato

Criada há 30 anos, a Escola Municipal Padre Luigi Salvucci, situada na Vila C, recebeu a visita da italiana Caterina Taguel Salvucci na quinta-feira, 19. Ela é sobrinha do padre Luigi Salvucci, que dá nome à instituição.

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Caterina, que atualmente mora na França, veio ao Brasil especialmente para conhecer a escola que mantém viva a memória do seu tio. Ela soube da existência da unidade em 2012, por meio de publicações da instituição feitas em redes sociais. A partir daí, começou a acompanhar a rotina escolar.

Ao percorrer o prédio, a sobrinha do padre Luigi se emocionou ao ver a continuidade do trabalho social e educativo iniciado por seu tio e agradeceu a recepção calorosa. “A família Salvucci está muito feliz por ver um de nós chegar até vocês”, disse.   

​“Foi uma visita emocionante tanto para ela quanto para os anfitriões: professores, funcionários, coordenação pedagógica e a direção”, afirmou a diretora, Sônia Reis. A visita ocorreu justamente no ano de celebrações das três décadas da escola, que serão realizadas ao longo de 2026.

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Caterina, segunda à direita, ficou emocionada com a visita. Foto: Murilo Beato

Escola foi erguida em antigo galpão

Inaugurada em setembro de 1996, a escola surgiu a partir da uma mobilização feita por moradores da Vila C Nova e Bela Vista. Eles reivindicavam uma unidade escolar no bairro para evitar que os filhos tivessem de andar longos trajetos a pé até a Vila C Velha.

A instituição foi erguida em um galpão desativado onde antes funcionava um supermercado. Com o tempo, o espaço se tornou a atual quadra de esportes, na qual ocorrem as aulas de Educação Física.

A unidade recebeu o nome do padre Luigi em 1999, a partir da iniciativa de funcionários e da comunidade. O sacerdote foi pároco da Paróquia São José Operário por mais de dez anos, onde começou a atuar em 1983.

Missionário zeloso, o padre era reconhecido por obras de caridade e pelo desenvolvimento da Casa Família, que acolhia menores e mães em vulnerabilidade na Vila C.

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Catarine (à direita) com a diretora Sônia Reis. Foto: Murilo Beato

O padre chegou ao Brasil em 1956 como sacerdote da província de São Pedro (RS). Em 1983, veio para Foz do Iguaçu. Em 15 de maio de 1993, ele retornou ao Rio Grande do Sul, para a Paroquia de Guaporé (RS).

O padre nasceu em Priverno, Itália, em 23 de agosto de 1930. Ele faleceu em 3 de setembro de 1993, quando acabara de completar 63 anos, em um acidente de carro, possivelmente provocado por um infarto, em Guaporé. Na ocasião, dirigia-se para uma das capelas da paróquia. O corpo, antes de ser levado à Itália, onde a mãe ainda vivia, passou por Foz do Iguaçu.

A Escola Padre Luigi tem hoje mais de 500 alunos nos turnos da manhã, tarde e noite. São crianças a partir de 6 anos até idosos que frequentam a modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

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    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Integração Contemporânea na América Latina. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

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