A Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu custa mais de R$ 150 mil por dia ao erário. O montante destinado à Casa de Leis é de R$ 61,9 milhões em 2026, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada pelo Legislativo e sancionada pelo prefeito Joaquim Silva e Luna (PL) no último dia 30.
- Vereadores de Foz do Iguaçu recebem 13.º salário em parcela única
- Câmara de Foz reintegra R$ 12,5 milhões ao orçamento do município
Por mês, são R$ 5,1 milhões, enquanto na divisão pelos 365 dias do ano o valor fica em R$ 169,8 mil diariamente. O orçamento total equivale a cada morador da cidade arcar com R$ 217 para manter o seu funcionamento, considerando o número de habitantes do Censo 2022 do IBGE.
Em setembro do ano passado, última atualização disponível no Portal da Transparência, eram 148 agentes públicos na relação de remuneração, entre vereadores, assessores, dirigentes e servidores concursados.
A estrutura da Câmara iguaçuense inclui 60 assessores, quatro para atender cada vereador, de livre nomeação, com salário bruto de R$ 11,7 mil por mês cada um. A mesa diretora também nomeia para sete diretorias, além da diretoria-geral.
Os vereadores recebem subsídio mensal de R$ 16.724. No ano passado, começaram a receber 13.º salário, benefício pago na metade de dezembro em parcela única, medida aprovada ao término da legislatura anterior.
Câmara de Vereadores
Dos R$ 61,9 milhões, R$ 52,1 milhões são para a estrutura e suporte ao funcionamento das atividades legislativas e administrativas; e R$ 9,6 milhões estão destinados à construção da sede e adequação estrutural da Câmara.

Em dezembro, a mesa diretora do Legislativo efetivou a reintegração de R$ 12,5 milhões ao caixa municipal. O valor constava do orçamento, porém não foi executado, passando ao uso pela prefeitura.
Em Cascavel, por exemplo, com orçamento bem menor, a Câmara restituiu um valor muito maior do que o de Foz do Iguaçu: R$ 17 milhões.
O orçamento do Legislativo cascavelense, em 2025, foi de R$ 44 milhões, ante R$ 57,4 milhões da Casa de Leis de Foz do Iguaçu.
Os orçamentos legislativos podem ser de até 5% da receita corrente líquida das cidades.



Só um cego não vê que as leis para essas câmaras de vereadores são um desperdício. Porquê 6 % do orçamento é destinado para esses servidores, não poderia ser 1,5%? Está tudo errado nesse país, são absurdos que precisa ser corrigido com urgência pelas autoridades competentes.