O prefeito Joaquim Silva e Luna (PL) disse que fará “ajustes na estrutura da prefeitura” durante passagem relâmpago pela Câmara de Vereadores. Ele participou da abertura do ano legislativo da Casa de Leis, nesta terça-feira, 3, que foi presenciada por secretários, diretores e assessores.
Em discurso curto, com menos de quatro minutos, lido da tribuna, Silva e Luna não deu detalhes das mudanças que pretende fazer. Na introdução do tema, afirmou que “estamos sempre aprendendo”, sem pormenores.
Genérico, o prefeito advogou que Foz do Iguaçu possui complexidades, desafios e oportunidades. E mandou um recado aos vereadores: o orçamento — de R$ 2,7 bilhões para 2026 — é “enxuto”, na sua opinião, acrescentando que propostas que aumentem despesas trarão dificuldades ao erário.
Silva e Luna falou da independência entre os poderes e da harmonia que deve haver em prol da cidade. Paradoxalmente à denúncia de autoritarismo feita por uma professora contra ele (que nega), o prefeito verbalizou que a democracia sai fortalecida quando há diálogo, mesmo com diferenças de ideias.
Silva e Luna na Câmara
Em seu tempo na tribuna, o ocupante da cadeira principal do Palácio das Cataratas não apresentou resultados do primeiro ano de gestão, nem elencou desafios para o novo período. Silva e Luna, ainda, deixou de fora de sua explanação problemas recentes que afetam a cidade, como mobilidade, segurança pública, redução de cirurgias no Hospital Municipal ou ameaça de greve das professoras.
Antes de abrir espaço para a intervenção do prefeito, o presidente da Câmara, vereador Paulo Debrito (PL), adiantou que Silva e Luna usaria a palavra e seguiria para outras agendas. Na palavra livre, parlamentares criticaram o fato de o agente público não ter ficado até o fim da sessão.


