Com lote extra, Paraná acelera vacinação contra a Covid-19 na fronteira

Ministro Marcelo Queiroga na vacinação contra a Covid-19 em Foz do Iguaçu - Foto: Gilson Abreu/AEN

Foz do Iguaçu deve ser um dos primeiros municípios brasileiros a encerrar a vacinação contra a Covid-19 com ao menos uma dose na sua população adulta. Essa velocidade só será possível porque o Ministério da Saúde destinou ao município e outros três da região de fronteira no Paraná (Barracão, Guaíra e Santo Antônio do Sudoeste) um lote extra de imunizantes como estratégia de controle da circulação de novas variantes, como a delta (indiana).

Nesta quarta-feira (21), adultos com 28 anos ou mais serão imunizados na cidade, enquanto a vacinação caminha na faixa dos 30 desde o final de semana. Essa programação foi apresentada ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e ao secretário estadual da Saúde, Beto Preto, em uma visita técnica a um dos locais de vacinação em Foz do Iguaçu como acompanhamento simbólico dessa nova estratégia de proteção nos municípios que têm vizinhos estrangeiros.

Foz do Iguaçu tem a fronteira mais movimentada do País e um levantamento feito pelo Consulado do Paraguai na cidade indica que pelo menos 98 mil brasileiros moram no país vizinho, com trânsito intenso pela Ponte da Amizade. Diante dessa realidade, a Secretaria de Estado da Saúde solicitou 90 mil doses a mais para esses quatro municípios, o que possibilitará concluir esse primeiro ciclo. O governo federal acatou a sugestão e 45 mil já foram encaminhadas.

“É necessário um controle sanitário para que consigamos ter uma promoção de saúde nos padrões que desejamos para o Brasil e para os demais países da América do Sul. A imunização na fronteira tem um papel de grande relevo na região, justamente pelo trânsito dos cidadãos dos países vizinhos que podem trazer doenças para o nosso País”, disse o ministro Marcelo Queiroga.

“Sem dúvidas é uma parceria acertada entre o Governo do Estado e o Ministério da Saúde. Dessa vez houve prioridade para a imunização em locais com grande fluxo de pessoas para criar este escudo imunológico e barrar o trânsito livre de variantes mais contagiosas ao Paraná”, acrescentou o secretário da Saúde, Beto Preto.

Segundo ele, apesar do avanço da imunização em Foz do Iguaçu e nos outros municípios da fronteira, o Paraná projeta equilíbrio na campanha e está conseguindo imunizar de maneira igualitária os cidadãos das 399 cidades. A faixa etária média está na casa de 37 anos e os municípios estão avançando em paralelo nas suas estratégias, com expectativa de alcançar, no fim de agosto, 80% de imunização mais ou menos juntos – atualmente, 63% já receberam ao menos uma dose.

Durante o evento, quatro brasileiros que têm dupla nacionalidade foram vacinados pelo ministro e pelo secretário para simbolizar o ato na região.

“A nossa fronteira tem 84 etnias. Elas cruzam a ponte todos os dias, e, se somarmos os municípios que fazem divisa tanto com o Paraguai quanto com a Argentina, temos um milhão de habitantes, além do maior porto seco da América Latina. Controlar a transmissão da doença nessa região é um desafio muito grande, e essa imunização na fronteira é uma política acertada para reforçar a proteção”, disse o prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro.

CALENDÁRIO – O ministro afirmou que há previsão de chegada de mais doses ao governo federal, e o Ministério da Saúde estima que a população adulta receba pelo menos uma dose, ou dose única, até o final de setembro. O calendário da pasta coincide com as datas divulgadas pelo Governo do Estado.

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“Até setembro, todos os brasileiros com mais de 18 anos devem ter recebido ao menos uma dose de vacina contra a Covid-19, e concomitantemente, 50% da população já deve estar imunizada com as duas doses”, disse. Há expectativa de distribuir 40 milhões de doses em julho a todo o País, o que vai ser reforçado com o anúncio desta segunda-feira (19) da Pfizer/BioNTech, de entrega de 13 milhões ao governo federal até 1º de agosto.

O ministro ainda elogiou a estrutura de saúde pública e a campanha de vacinação do Estado. “O Paraná tem um sistema de saúde muito organizado. Sou cardiologista e conheço esse sistema bem estruturado. As respostas estão aí, uma campanha séria de vacinação, com doses enviadas e distribuídas rapidamente aos municípios e prontamente aplicadas nos paranaenses”, disse.

(Agência Estadual de Notícias)

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