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Coqueluche: Paraná e Foz do Iguaçu não atingem meta de vacinação

Estado registrou mais de 2,8 mil casos e cinco mortes em 2025. Imunização pode ser realizada nas unidades básicas de saúde.

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Coqueluche: Paraná e Foz do Iguaçu não atingem meta de vacinação
A vacina contra a coqueluche está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do município. Foto: Sesa/divulgação
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A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) reforça a importância da vacinação contra a coqueluche, especialmente entre gestantes e crianças menores de 5 anos. O Plano Nacional de Imunização (PNI) estabelece meta de 95% de cobertura vacinal, mas o estado ainda não atingiu esse índice. A situação é semelhante em Foz do Iguaçu.

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Em 2025, a cobertura da vacina pentavalente — aplicada em três doses entre 2 e 6 meses de vida — alcançou 92,9% no Paraná e 86% em Foz do Iguaçu. O reforço com a DTP atingiu 87,4% no estado e apenas 80% no município. Por fim, a vacina dTpa, recomendada para gestantes a partir da 20.ª semana de gravidez, registrou 65,8% de cobertura no Paraná e 81% em Foz.

Além disso, o estado contabilizou 2.819 casos de coqueluche e cinco óbitos em 2025. Em Foz do Iguaçu, as autoridades registraram 113 casos de coqueluche e confirmaram 16 deles.

A coqueluche apresenta comportamento cíclico, com aumento de casos a cada três a cinco anos. Esse cenário reforça a necessidade de manter a vigilância ativa e fortalecer as ações de imunização. As unidades básicas de saúde do município oferecem a vacina gratuitamente em suas salas de vacinação.

A imunização, sobretudo, continua sendo a principal forma de prevenir a doença, junto com medidas de higiene, como lavar as mãos e evitar o contato com pessoas doentes. Quem estiver contaminado deve permanecer em casa e usar máscara para evitar a transmissão.

Sintomas

A bactéria Bordetella pertussis causa a coqueluche, uma infecção respiratória altamente contagiosa. As complicações mais graves atingem principalmente crianças com menos de 6 meses. A doença costuma começar com sintomas semelhantes aos de um resfriado comum. Entretanto, pode evoluir para quadros mais severos, com tosse intensa, vômitos e até risco de parada respiratória.

A coqueluche é transmitida por gotículas de saliva expelidas ao tossir, espirrar ou falar, o que a torna altamente contagiosa. O contato próximo facilita a propagação, e uma pessoa infectada pode transmitir a doença para até 17 outras. O contágio começa por volta do quinto dia após a infecção e pode durar até a terceira semana de tosse intensa, cessando depois do início do tratamento com antibióticos.

Esquema vacinal

Para as crianças é recomendada a vacina pentavalente, com três doses. As aplicações ocorrem aos 2, 3 e 6 meses de vida. É preciso ainda dois reforços com a vacina DTP — contra difteria, tétano e coqueluche —, aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

Já para as gestantes, a indicação é a vacina dTpa — versão acelular do imunizante contra difteria, tétano e coqueluche — a partir da 20.ª semana de gestação. A imunização deve ocorrer a cada gestação, com o objetivo de fornecer proteção para os recém-nascidos antes de terem idade para receber as doses da pentavalente.

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    Vacy Álvaro

    Vacy Alvaro é jornalista e coordenador do núcleo de Jornalismo de Dados/Infográficos do H2FOZ.

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