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Menos telas: o resgate da infância longe do celular

"Quem Foi Que Disse?" desta semana, traz um papo urgente sobre o equilíbrio entre o digital e o real.

4 min de leitura
Menos telas: o resgate da infância longe do celular
Crianças passam mais tempo olhando pra tela do que pro céu.

O avanço das tecnologias e o uso cada vez mais precoce de celulares e tablets vêm transformando a forma como as crianças se relacionam com o mundo. O que antes era sinônimo de brincadeira, movimento e convivência ao ar livre, hoje muitas vezes dá lugar a horas diante das telas. E os impactos disso na saúde mental e emocional infantil já são percebidos dentro e fora dos consultórios.

Assista o novo episódio:

“Vemos várias tendências relacionadas ao uso excessivo de telas, como déficit de atenção, insônia, crise de ansiedade. Casos que vêm sendo frequentes e que podem estar relacionados a esse uso excessivo do celular”, diz a psicóloga Aline Niemeyer, ao comentar a mudança de hábitos e seus reflexos no comportamento das novas gerações.

“Vemos várias tendências relacionadas ao uso excessivo de telas, como déficit de atenção, insônia, crise de ansiedade”, diz a psicóloga Aline Niemeyer

Longe de ser uma questão apenas tecnológica, o tema tem despertado reflexões sobre o tipo de infância que está sendo construída. Se antes a rua era o cenário das descobertas, dos jogos e das amizades, hoje o mundo virtual parece ocupar esse espaço. Mas o retorno às experiências reais — o toque, o brincar, o contato com a natureza — tem se mostrado essencial para o equilíbrio emocional e o desenvolvimento saudável.

A pequena Susan, de 11 anos, viveu essa transição na prática. “Eu brincava, só que aí eu fui crescendo e fui ficando mais no celular. Aí eu não queria brincar com mais ninguém. Agora que diminuiu o tempo de tela, estou conseguindo fazer novas amizades”, conta. O relato simples traduz uma realidade vivida por muitas famílias: quanto mais tempo em frente às telas, menos espaço sobra para o convívio, a criatividade e a descoberta do outro.

Susan, de 11 anos, viveu essa transição na prática. Ela afirma que, após diminuir o tempo de tela, está conseguindo fazer novas amizades.

Para Aline Niemeyer, o contato com a natureza é um dos caminhos mais potentes para reconectar a criança consigo mesma e com o mundo. “Crianças que têm contato com a natureza se desenvolvem muito mais. Inclusive, o senso de estética, de pertencimento”, afirma. A psicóloga explica que experiências sensoriais — como sentir o vento, o cheiro da terra, o som dos pássaros — estimulam não somente a imaginação, como também a capacidade de atenção, a empatia e a autoconfiança.

Especialistas defendem que o resgate das brincadeiras ao ar livre, das caminhadas em família e das interações diretas entre as crianças é mais do que uma nostalgia dos tempos antigos: é uma necessidade urgente diante dos desafios do mundo digital. Longe das telas, a infância volta a pulsar em seu ritmo natural — cheio de descobertas, movimento e vínculos verdadeiros.

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    Isabela Collares

    Isabela Collares é jornalista em Foz do Iguaçu e apresentadora do quadro "Quem foi que te disse?".