Notificações e mortes atuais por dengue superam pior epidemia da história de Foz

Cidade registra 51.602 comunicações da doença, 6.674 casos confirmados e 12 óbitos.

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A atual epidemia de dengue em Foz do Iguaçu já é a maior da história da cidade em quantidade de notificações e mortes. Perde em número de casos para a proliferação da doença no ano epidemiológico 2019–2020, até então a mais grave, conforme as autoridades sanitárias.

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Hoje, são 51.602 notificações da arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti e 6.674 confirmações, abrangendo o ciclo iniciado em agosto do ano passado e que terminará no próximo mês de julho. Até o momento, já são 12 mortes por dengue em Foz do Iguaçu.

Já na epidemia de dengue de 2019–2020, a cidade somou 25.955 casos confirmados, de acordo com os dados da prefeitura relatados ao H2FOZ. Na ocasião, a incidência foi de 7.723,25 registros por cem mil habitantes. Foram 26.368 notificações e oito pessoas perderam a vida.

O histórico de registros da dengue é monitorado pelo setor epidemiológico local e pela Secretaria de Estado da Saúde. Além da totalização dos casos, o município utiliza o mapa do calor, que identifica as regiões com maior incidência, e o LIRAa, amostragem rápida da quantidade de imóveis com a presença larvas de Aedes aegypti.

Dengue em números

Na pandemia que a cidade está enfrentando, dos 6.674 casos, 262 evoluíram para a dengue com sinais de alarme, e 27 para a forma grave, o que corresponde a cerca de 4% do total. Entre as 12 mortes, duas são relacionadas a crianças com menos de 3 anos.

Por faixa etária, os números atuais da dengue apresentam(*):

crianças menores de 1 ano: 71 casos (1%);
1 a 14 anos: 1.443 casos (22%);
15 a 29 anos: 1.698 casos (25%);
30 a 44 anos: 1.507 casos (23%);
45 a 59 anos: 1.099 casos (16%); e
60 anos e mais: 856 casos (13%).

Por região (distrito sanitário), a dengue em Foz do Iguaçu está distribuída da seguinte forma:

Autóctones (locais)

Norte: 1.498 casos (22%);
Leste: 1.483 casos (22%);
Sul: 1.436 casos (22%);
Oeste: 878 casos (13%);
Nordeste: 802 casos (12%); e
ignorados: 395 casos (6%).

Importados

Brasil: 151 casos (2%); e
Paraguai: 31 casos (0%).

*Fonte: Divisão de Vigilância Epidemiológica/Sinan On-Line. Dados preliminares até 30/5/2023.

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