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Apreensão de agrotóxicos ilegais no Paraná aumenta 369% em 2025

A maioria contém paraquat e tiametoxam, substâncias nocivas e proibidas no Brasil; Foz é porta de entrada dos produtos

2 min de leitura
Apreensão de agrotóxicos ilegais no Paraná aumenta 369% em 2025
Boa parte dos agrotóxicos que entra no Brasil são apreendidos na Ponte da Amizade - foto ilustrativa: RFB/divulgação
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Um balanço divulgado, nesta quinta-feira, 8, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), indica que a quantidade de agrotóxicos ilegais apreendidos em 2025 no Paraná foi 369,7% superior ao registrado em 2024.

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No total, os agentes tiraram de circulação 16,8 toneladas do produto, contra 3,5 toneladas no ano anterior. Os agrotóxicos ilegais são aqueles contrabandeados ou falsificados.

Os mais apreendidos são aqueles à base de paraquat, substância proibida no Brasil, e de tiametoxam, cujo uso é restrito. O paraquat está associado ao desenvolvimento de doenças graves, como o parkinson e a fibrose pulmonar.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) restringiu o uso do tiametoxam em 2024, após a comprovação da relação do agrotóxico com a mortalidade de abelhas.

O impacto do uso de agrotóxicos ilegais vai além dos envolvidos diretamente na atividade agropecuária e alcança todo o meio ambiente, reforça a PRF.

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Apreensões dispararam no Paraná. Fonte: PRF

Riscos ao meio ambiente

A corporação ainda enfatiza que a utilização de substâncias proibidas causa riscos de contaminação de comunidades, dos próprios alimentos, além de rios e lençóis freáticos.

Também compromete a fauna, especialmente os insetos polinizadores, provocando desequilíbrios ecológicos que impactam diretamente a produtividade agrícola e a preservação da vegetação nativa.

Uma das principais portas de entrada do agrotóxico ilegal no Brasil é a fronteira de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. O produto é feito principalmente no Paraguai e China e não atende as exigências da legislação brasileira.

O Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social das Fronteiras (IDESF) aponta que pelo menos 25% dos defensivos agrícolas vendidos no Brasil têm origem ilegal.

(Com informações da assessoria de comunicação da PRF)

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    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Integração Contemporânea na América Latina. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

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