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GAECO investiga policiais militares por homicídio e fraude no Oeste do Paraná

Mandados foram cumpridos em Foz do Iguaçu, Santa Terezinha e Medianeira, local de residência dos investigados

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GAECO investiga policiais militares por homicídio e fraude no Oeste do Paraná
Foram cumpridas duas ordens de prisão temporária com prazo inicial de 30 dias e seis mandados de busca e apreensão. Foto: MPPR

Em uma ação integrada, o Núcleo Regional de Foz do Iguaçu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), o Ministério Público do Paraná e a Corregedoria da Polícia Militar do Paraná deflagraram, na manhã desta sexta-feira, 27, a Operação Ponto Cego, com o cumprimento de mandados em Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Medianeira.

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A operação apura possíveis crimes de homicídio qualificado, fraude processual e falsidade ideológica cometidos por policiais militares em Céu Azul, município situado a 120 quilômetros de Foz do Iguaçu. A vítima foi um policial civil aposentado.

Foram cumpridas duas ordens de prisão temporária com prazo inicial de 30 dias e seis mandados de busca e apreensão em Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Medianeira, onde moram os policiais militares investigados.

As ordens de prisão foram autorizadas pelo Juízo da Vara Criminal de Matelândia para a coleta de elementos que possam esclarecer a dinâmica da ação policial.

Investigação revela perseguição

A investigação, que tramita por meio de inquérito policial instaurado pela 46.ª Delegacia Regional de Polícia de Matelândia, investiga uma ocorrência registrada no dia 24 de fevereiro deste ano, nas proximidades da rodovia BR-277, em Céu Azul.

Na ocasião, uma equipe da ROTAM perseguiu e baleou na nuca o motociclista Sandro Carlos da Rocha, policial civil aposentado, sob o argumento de que a vítima teria atentado contra a integridade da equipe policial.

Contudo, diligências realizadas pela Polícia Civil apontam que os policiais representados agiram para modificar substancialmente a cena do crime, com recolhimento de estojos no local da ocorrência.

Também foi constatada a subtração de um aparelho de DVR com imagens de câmeras de segurança que teriam registrado a ação, com o notório intuito de obstruir e atrapalhar as investigações futuras, visando a furtar-se de responsabilidade criminal.

Segundo a PM, os policiais investigado foram afastados das funções operacionais.

(Com informações da assessoria de comunicação do MPPR)

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