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Operação na fronteira combate tráfico de pessoas para exploração sexual

Os depoimentos apontam que mulheres teriam sido aliciadas no Paraguai com falsas promessas de emprego ou em razão da vulnerabilidade social.

2 min de leitura
Operação na fronteira combate tráfico de pessoas para exploração sexual
Registro das condições dos locais que foram alvo da operação - foto: PF/divulgação


A Polícia Federal (PF) realizou operação de combate ao tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual na região de fronteira, no Oeste do Paraná, nessa segunda-feira, 25. A incursão policial ocorreu em Santa Helena.

A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão e integra uma investigação que apura crimes de tráfico de mulheres, redução à condição análoga à de escravidão, manutenção de casa de prostituição, rufianismo e associação criminosa.

O inquérito foi instaurado após informações repassadas pelo Comando Tripartite indicarem a presença de mulheres estrangeiras mantidas em situação de privação de liberdade em um estabelecimento na região de fronteira. Durante as primeiras diligências, realizadas no último dia 6 de maio, agentes federais localizaram dez mulheres paraguaias no local.

No contexto da investigação, duas vítimas relataram abusos e pediram resgate imediato aos policiais. Os depoimentos apontam que as mulheres teriam sido aliciadas no Paraguai por meio de falsas promessas de emprego ou em razão da vulnerabilidade socioeconômica.

Exploração sexual

De acordo com os federais, ao chegarem ao Brasil, as vítimas eram impedidas de deixar o estabelecimento livremente e submetidas a um sistema de servidão por dívidas. As apurações indicam ainda a existência de controle psicológico, intimidações constantes, restrição de contato com familiares e retenção integral dos valores obtidos nos atendimentos realizados.

As ordens judiciais têm como objetivo apreender aparelhos eletrônicos, documentos, anotações financeiras e outros materiais que possam comprovar a retenção de dinheiro e a estrutura de funcionamento do esquema criminoso.

A investigação também busca identificar toda a rede transnacional envolvida no aliciamento das mulheres, além de ampliar a proteção às vítimas que permaneciam sob contexto de coação moral e dependência econômica.

Conforme a Polícia Federal, os investigados poderão responder por crimes cujas penas somadas variam de 10 a 28 anos de prisão, em caso de condenação.

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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