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Segurança Pública

Roubo a compristas

Polícia ‘acorda’ grupo que monitora e rouba compristas em Foz do Iguaçu

Investigação quer chegar às pessoas que passam informações sobre as vítimas para a quadrilha que age na fronteira.

3 min de leitura
Polícia ‘acorda’ grupo que monitora e rouba compristas em Foz do Iguaçu
Ação foi deflagrada nas primeiras horas da manhã, reunido 20 policiais – foto: Polícia Civil/divulgação

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) desencadeou operação em Foz do Iguaçu contra grupo que monitora e rouba compristas. A ação “acordou” acusados no início da manhã desta quarta-feira, 11.

Foram cumpridos mandados de prisão e de apreensão. Além disso, a investigação quer chegar às pessoas que passam informações sobre as vítimas para a quadrilha, como volume de compras e deslocamentos.

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A organização criminosa, informa a 6.ª Subdivisão Policial (SDP), é investigada por uma série de roubos contra turistas e pessoas que fazem compras na região, os chamados compristas. Na semana passada, a corporação desmantelou grupo voltado para esse mesmo crime.

Compristas em Foz do Iguaçu

A operação ocorre em conjunto com a Polícia Militar do Paraná (PMPR). São 20 agentes das forças de segurança pública para cumprir quatro mandados de busca e apreensão e duas ordens judiciais de prisão.

Os alvos “são suspeitos de participação em roubos onde as vítimas eram monitoradas e, em seguida, abordadas com o uso de armas de fogo”, expõe a 6.ª SDP. Os criminosos roubavam veículos e mercadorias das vítimas.

“O principal objetivo da operação de hoje é prender os integrantes dessa organização criminosa, apreender armas que possam estar em posse do grupo e coletar materiais”, explica a delegada da PCPR Iane Cardoso do Nascimento. Os materiais são considerados relevantes para a investigação seguir.

Conforme descreve a polícia, os suspeitos empregavam uma metodologia de monitoramento das vítimas para, depois, abordá-las com armas de fogo. A operação foi batizada de “Rapina”.

“A rapidez e precisão na execução desses crimes inspiraram o nome da operação, remetendo ao comportamento de aves de rapina, explicou a instituição policial.

Na operação, duas pessoas foram detidas e levadas para a Cadeia Pública Laudemir Neves. Além das detenções, foram apreendidos diversos itens de relevância para a investigação, incluindo vestuários e aparelhos celulares.

“Piratas do asfalto”

Na última sexta-feira, 6, a Polícia Civil empreendeu operação em Foz do Iguaçu mirando os chamados piratas do asfalto, grupo que assalta compristas e turistas na fronteira. Na ocasião, foram executados 11 mandados de busca e apreensão.

Os integrantes da organização se exibiam em redes sociais com armas de fogo de vários calibres, além de mostrar disparos em via pública. A polícia os acusa de posse, porte e disparos ilegais de armas de fogo, e apura ações como piratas do asfalto.

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.