Entre 2015 e 2025, a concessão do Marco das Três Fronteiras à iniciativa privada movimentou cerca de R$ 483 milhões. Até 2030, há projeção de que a circulação de recursos na economia local chegue a R$ 1,1 bilhão.
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É o que consta de um levantamento divulgado, nessa terça-feira (31), pela Prefeitura de Foz do Iguaçu. Há uma década, o poder público municipal repassou a administração do atrativo ao Grupo Cataratas, vencedor do processo de concessão.
De acordo com os dados, anualmente, o Marco das Três Fronteiras gera R$ 3,2 milhões em tributos municipais, estaduais e federais. Somente em repasses ao município, em dez anos, o acumulado já ultrapassa a marca de R$ 5 milhões.
Atualmente, o modelo de gestão prevê contrapartidas financeiras ao município por meio de outorga e tributos, além de investimentos contínuos em infraestrutura e operação.
Conforme Joaquim Silva e Luna, prefeito de Foz do Iguaçu, o Marco das Três Fronteiras exemplifica como o planejameno de longo prazo pode trazer resultados sólidos.
“Saltamos de pouco mais de 120 mil visitantes para meio milhão ao ano, com projeções de movimentar mais de R$ 1 bilhão até 2030. Nosso papel é seguir garantindo que esse crescimento seja sustentável, modernizando a infraestrutura e valorizando nossa história e soberania”, afirma.
Já o secretário municipal de Turismo, Jin Petrycoski, considera que o modelo de concessão fortalece a oferta turística no destino. “A concessão permitiu qualificar a experiência turística e, ao mesmo tempo, garantir retorno ao município”, observa.

Impactos além do turismo
Jurema Fernandes, diretora de Operações do Marco, cita impactos que vão além do turismo. Moradores de Foz do Iguaçu, por exemplo, têm entrada gratuita no atrativo.
“O Marco das Três Fronteiras se consolidou como um espaço de encontro e valorização cultural, mas também como um importante motor de desenvolvimento para Foz do Iguaçu, contribuindo para a geração de emprego e renda e para a revitalização de toda a região”, aponta.
Os benefícios da concessão do Marco das Três Fronteiras também se estendem ao campo social e urbano. A concessão contribuiu para a valorização do bairro Porto Meira, com requalificação de vias, aumento da segurança e crescimento imobiliário no entorno.
Além disso, de acordo com dados do próprio empreendimento, há prioridade para a contratação de moradores da região, com remuneração 34% maior do que a média nacional para empresas do mesmo porte.
O atrativo mantém, ademais, cerca de R$ 15 milhões em gastos anuais com fornecedores, 65% deles de Foz do Iguaçu e 85% do Paraná.

Parceria público-privada em Foz do Iguaçu
A parceria entre a Prefeitura de Foz do Iguaçu e a iniciativa privada teve início em 2015, com a assinatura do contrato de concessão. Até então, o local, inaugurado em 1903 como símbolo de integração, possuía estrutura limitada e baixo aproveitamento turístico.
Na primeira fase da concessão, houve investimento na praça, no obelisco e na infraestrutura básica, incluindo estacionamento, serviços de alimentação e loja de suvenires. Em 2016, uma segunda etapa ampliou a cenografia e os serviços.
Para 2026, a concessionária prevê concluir a revitalização do Espaço das Américas, assim como novos acessos por rampas e elevadores, para melhorar a acessibilidade.
(Com informações da Prefeitura de Foz do Iguaçu)

