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Saiba por que a Argentina evacuou as trilhas das Cataratas do Iguaçu

Procedimento ocorreu no sábado (2) pela manhã, em atendimento ao protocolo de segurança adotado no lado argentino das Cataratas.

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Saiba por que a Argentina evacuou as trilhas das Cataratas do Iguaçu
Circuito Superior, uma das três trilhas panorâmicas das Cataratas do Iguaçu na Argentina. Foto: Gentileza/Iguazú Argentina (Arquivo)

Na manhã do último sábado (2), turistas que estavam nas trilhas do lado argentino das Cataratas do Iguaçu tiveram de interromper o passeio.

A decisão foi tomada pelo Centro Operacional Cataratas, do Parque Nacional Iguazú, em atendimento aos protocolos de segurança da unidade de conservação.

A ordem de evacuação, anunciada aos visitantes pelos guardas-florestais que monitoram as passarelas, abrangeu as três trilhas panorâmicas da Área Cataratas: Garganta do Diabo, Circuito Superior e Circuito Inferior.

De acordo com a direção do Parque Nacional Iguazú, o procedimento teve como base o registro de condições meteorológicas desfavoráveis. Pouco depois das 9h, a meteorologia reportou rajadas de vento e risco de eventos extremos no entorno das Cataratas.

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Enquanto durou o alerta, os turistas precisaram procurar abrigo em locais cobertos junto à margem argentina do Rio Iguaçu, como restaurantes e estações. Passada a ventania, os guardas deram autorização para a retomada dos passeios.

Na manhã de sábado, houve chuva e vendaval em vários pontos da região trinacional de fronteira. Em Foz do Iguaçu, o fenômeno provocou a queda de galhos e árvores em bairros como a Vila A, na Região Norte do município.

O lado argentino das Cataratas tem características que o tornam mais vulnerável que o lado brasileiro. A extensão das trilhas sobre os rios, por exemplo, é maior. Em caso de cheias, o lado brasileiro, mais abrigado, não sofre tantos impactos.

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Os protocolos de segurança no lado argentino incluem o fechamento preventivo da trilha da Garganta do Diabo, sempre quando a vazão do Rio Iguaçu atingir a marca de seis mil metros cúbicos por segundo (m³/s), quatro vezes acima do normal.

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    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski é colaborador do H2FOZ desde 2021. Acompanha o noticiário da fronteira há duas décadas e cobre editorias como Paraguai, Argentina, Turismo, Esporte, Cultura e Segurança Pública.

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