O governo federal da Argentina anunciou, no início desta semana, cortes de verbas em vários setores da administração. A área de parques nacionais está entre as afetadas com o congelamento de recursos originalmente previstos no orçamento para 2026.
A medida gerou reação imediata na província de Misiones, que abriga unidades como o Parque Nacional Iguazú, lado argentino das Cataratas do Iguaçu.
Hugo Passalacqua, governador da província argentina, enviou dois ofícios ao governo federal questionando a Decisão Administrativa n.º 20/2026.
Os documentos estão endereçados a Manuel Adorni, chefe de gabinete do presidente da Argentina, Javier Milei, e a Luis Caputo, ministro da Economia.
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De acordo com Passalacqua, o corte nas verbas do Parque Nacional Iguazú soma P$ 41.715.920 (cerca de R$ 166 mil). A cifra pode parecer irrisória diante da arrecadação do local, mas afeta, diretamente, programas voltados à conservação do meio ambiente.
“O Parque Nacional Iguazú, uma das maravilhas naturais do mundo, constitui um motor econômico da região”, descreveu o governador da província argentina.
“Este corte de verbas afeta de maneira grave e direta a sustentabilidade dos trabalhos de conservação, segurança e vigilância do manejo destas áreas, em um contexto no qual a proteção da biodiversidade deve ser uma prioridade estratégica”, afirmou.
“Se o parque cair, estaremos com problemas, muito além do turismo. Só produzimos frutas tropicais na província porque estamos cercados de selva por todos os lados. Sem isso, vamos produzir o quê?”, indagou Passalacqua.
O governador pediu que Javier Milei reconsidere a medida, pois o Parque Nacional Iguazú, com sua arrecadação, ajuda a sustentar outros parques no país.

