A Ponte da Amizade, entre Brasil e Paraguai, possui várias câmeras de monitoramento de tráfego, disponíveis na internet. Entretanto, a Ponte Tancredo Neves, entre Brasil e Argentina, não conta com nenhum serviço ao vivo de imagens de trânsito.
Leia também:
Ministra quer reduzir filas na aduana argentina da Ponte Tancredo Neves
Sendo assim, como saber o tamanho da fila entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, para decidir se vale a pena atravessar a fronteira com a Argentina?
Tal informação é crucial nesta época de virada de ano, período de alta temporada turística na fronteira. Não por acaso, viajantes têm relatado demoras superiores a três horas na passagem pela aduana de Puerto Iguazú.
Na tarde de segunda-feira (29), por volta das 16h, a fila para entrar na Argentina estava na cabeceira brasileira da ponte, perto das obras da nova aduana em Foz do Iguaçu.
Por outro lado, nas primeiras horas da manhã, turistas argentinos têm formado longas filas para vir ao lado brasileiro. O congestionamento, na maioria dos dias, ultrapassa a rotatória de acesso a Puerto Iguazú.
Para ficar de olho no tamanho da fila na fronteira com a Argentina, em aplicativos como o Google Maps, ative a camada “Trânsito”. Além disso, mantenha o aparelho conectado à internet, para receber as atualizações em tempo real.
O Google Maps sinaliza as vias com quatro cores (verde, amarela, laranja ou vermelha), a depender do fluxo de veículos. A cor laranja-escura, por exemplo, simboliza lentidão. Já a marcação vermelha indica congestionamento.
Neste período, ademais da circulação de turistas e moradores da região, a Ponte Tancredo Neves serve como ponto de passagem para viajantes da Argentina em suas viagens ao litoral do Brasil.


No dia 30 , demoramos 4 horas para os procedimentos de imigração na aduana argentina em puerto iguazu. Saimos as 17h do centro de Foz e chegamos ao local da “feirinha” as 21h30. Cabe ressaltar a ineficiência do sistema argentino na fronteira e a antipatia evidente nos funcionários da aduana.
Vou 10 x ao Paraguai mas não vou na Argentina….moro próximo a fronteira, aqui tem muitos argentinos q fazem compra, mas para ir na Argentina é um caos….turistas atravessam para fazer compras e aquecer o comércio local….são eles que deixam de ganhar $….
Em Foz do Iguaçu, a chamada “integração regional” parece ser apenas um slogan conveniente. Na prática, o que se vê no lado brasileiro do Puente Internacional da Amizade é um tratamento claramente desigual, marcado pela lentidão seletiva e pela falta absoluta de respeito com os paraguaios que escolhem o Brasil como destino turístico.
Em plena alta temporada, centenas de viajantes enfrentam horas de espera enquanto apenas um único agente migratório é designado para atender uma fila interminável. Não se trata de um imprevisto, mas de uma escolha. Uma escolha que transmite uma mensagem clara: o tempo do paraguaio vale menos.
A pergunta é inevitável: essa demora grotesca é fruto de incompetência administrativa ou de descaso deliberado? Porque é difícil acreditar que um país com a estrutura do Brasil não consiga prever o fluxo turístico do verão. O que se vê é uma burocracia preguiçosa, confortável em impor desgaste, cansaço e humilhação silenciosa a quem vem de fora — especialmente quando vem do Paraguai.
Famílias inteiras, idosos e crianças são tratados como números irrelevantes, enquanto a lentidão se normaliza como se fosse parte do “processo”. Se a ideia é desestimular a presença de paraguaios, o método está funcionando. Se a intenção é promover o turismo e a amizade entre países vizinhos, o fracasso é evidente.
E vale lembrar: Foz do Iguaçu é uma cidade que vive do turismo. Cada fila interminável, cada hora perdida na fronteira e cada relato de descaso não afetam apenas quem espera sob o sol — afetam diretamente a imagem da cidade como destino internacional. Esta queixa não ficará restrita a um grupo ou a um país. Ela circula, é compartilhada, é lida por turistas de outras nacionalidades e chega a instâncias e lugares onde se sabe exatamente como e onde reclamar. O impacto desse tratamento ultrapassa o Paraguai e alcança qualquer visitante que perceba que, ali, o desrespeito pode ser política informal.
O discurso brasileiro de hospitalidade cai por terra na fronteira. Ali, o que impera é a indiferença, a má vontade e uma gestão que beira o desprezo. Não é exagero dizer que essa prática revela um problema estrutural: quando o visitante é paraguaio, a urgência desaparece.
Respeito não é favor, é obrigação. E eficiência não é luxo, é dever. Enquanto o Brasil insistir em tratar paraguaios como cidadãos de segunda classe na fronteira, qualquer fala sobre integração regional não passa de hipocrisia institucionalizada. Então aguardem..