Um dos atrativos mais visitados de Foz do Iguaçu, parte do sucesso do Marco das Três Fronteiras pode ser atribuída à sua multiplicidade. A visita é um leque de possibilidades em um só lugar, com um diferencial a mais: a efetiva interação entre moradores e visitantes.
Cultura? Tem no Marco, sim, com um espetáculo ricamente produzido, que passeia pelas expressões da Argentina, Brasil e Paraguai, passando pela valorização da presença indígena na região. As danças são diárias, ao entardecer, sem custo adicional aos turistas.
A história da região trinacional não só é contada por meio de personagens como Don Álvar Núñez Cabeza de Vaca, o primeiro europeu a contemplar as Cataratas do Iguaçu, no século 16, como o próprio espaço é um patrimônio. O obelisco verde e amarelo que demarca a fronteira nacional nessas paragens é de 1903, anterior, portanto, à própria fundação de Foz do Iguaçu (1914).

A gama de atrações inclui a floresta remanescente de Mata Atlântica e a vista privilegiada para os dois grandes rios, o Iguaçu e o Paraná. O pôr do sol incrível não é uma experiência que possa ser descrita, apenas vivenciada e capturada pelas lentes em vídeos e fotografias para perpetuar o instante.
A gastronomia apresenta os temperos fronteiriços, com pratos e lanches típicos da região, além de uma variedade de drinques, vinhos — os argentinos dispensam apresentação — e cerveja local, a Jaguaretê, com parte da renda destinada a projetos ambientais. Para a comodidade dos visitantes, os sabores podem ser apreciados no Restaurante Cabeza de Vaca ou na praça de alimentação, a céu aberto.
A anfitriã do Marco
Durante os anos de estudo, vivenciando a cidade e a região, um ponto turístico se tornou parada obrigatória no roteiro de Jéssica Nunes, hoje médica recém-formada. Sempre que amigos ou familiares chegavam a Foz do Iguaçu, o Marco das Três Fronteiras era destino certo.
“Faço questão de trazer as pessoas aqui, nunca me canso”, revela. “É um dos meus lugares favoritos nas Três Fronteiras por causa do show, da mescla de culturas do Brasil, Paraguai e Argentina, da diversidade que valoriza os povos indígenas. E esse pôr do sol…”, aponta a profissional da saúde de São Paulo (SP).

Sua prima, Lais Nunes, comprova. Ela veio de Salvador (BA) para a formatura de Jéssica, na graduação em medicina, com espaço nos festejos para conhecer o Marco das Três Fronteiras. “Achei fantástico, a natureza forma uma paisagem incrível”, relata a turista, que recomenda a visita e pretende voltar.
A beleza do encontro
O advogado Sebastião Jales, de Mossoró (RN), traz na ponta da língua a referência ao nome de Foz do Iguaçu. No Marco, com familiares, na primeira viagem pela fronteira, contempla o encontro dos rios e a natureza.
“É daqui que sai o nome da cidade, não é?”, indaga. Entre elogios à estrutura, que o surpreendeu, destaca que o atrativo promove o conhecimento de culturas, a integração e a diversidade de pessoas de todos os lugares.

Encontro do Brasil com os países vizinhos, realça a dentista Isabela Cristina, de Brasília (DF), em visita ao Marco das Três Fronteiras pela primeira vez, acompanhada do filho, Cauã. Ela ficou maravilhada com a fronteira tripla.

“Um lugar muito bonito, que representa a união, o encontro dos povos, que é um princípio que nós brasileiros prezamos”, afirma a odontóloga. E acrescenta sobre a singularidade do lugar: “É único.”
Visite
O Marco das Três Fronteiras funciona de terça-feira a domingo, das 13h30 às 21h. Os espetáculos culturais de dança começam às 18h30. Turistas podem adquirir o ingresso online, e moradores não pagam, mediante cadastro prévio.


