Tramita na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) o Projeto de Lei n.º 488/2026, que institui o cordão de fita com desenhos de borboletas e/ou laços na cor roxa como instrumento auxiliar de orientação para a identificação de pessoas com fibromialgia no estado do Paraná.
De autoria do deputado estadual Gilson de Souza (PL), a proposição foi apresentada nesta semana e encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para o parlamentar, cordão é um instrumento simples, de uso voluntário, mas de grande significado que ajuda a orientar, conscientizar e garantir mais respeito no atendimento às pessoas que convivem com a doença.
Conforme o texto do projeto, o uso do cordão será facultativo aos indivíduos diagnosticados com fibromialgia, além de acompanhantes e atendentes pessoais. A proposta também estabelece que a utilização do cordão não dispensa a apresentação de documento comprobatório, caso seja solicitado para o exercício dos direitos previstos na legislação estadual de atendimento prioritário.
Síndrome crônica
A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores musculoesqueléticas generalizadas, fadiga intensa, distúrbios do sono, alterações cognitivas, ansiedade e outros sintomas que afetam significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
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Apesar dos impactos severos, trata-se de uma condição muitas vezes invisível, o que dificulta o reconhecimento social das limitações enfrentadas por quem convive com a doença.
O projeto se soma a outras iniciativas defendidas pelo deputado Gilson de Souza em favor das pessoas com fibromialgia. Entre elas está a Lei Estadual n.º 22.278/2024, de autoria dele em parceria com o deputado Anibelli Neto (MDB) e as deputadas Cristina Silvestri (PP) e Secretária Márcia (PSD). A lei reconhece as pessoas com fibromialgia como portadoras de deficiência no âmbito estadual.
(Com informações da assessoria de comunicação da Alep)

