A morte de um cachorro que entrou em contato com águas contaminadas no Rio Paraná acendeu o alerta entre os tutores de animais na cidade argentina de Posadas, situada 320 quilômetros ao sul da fronteira entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú.
Leia também:
Anvisa proíbe mais uma marca de “canetas emagrecedoras” do Paraguai
De acordo com os relatos publicados pela imprensa local, o animal apresentou quadro de intoxicação grave após entrar em um trecho com proliferação de cianobactérias.
Em declarações reproduzidas pelo jornal El Territorio, a veterinária Lorena Techeira alertou que a situação é perigosa, ademais, para os seres humanos. Assim, orientou a população a ficar atenta à coloração dos trechos de praia às margens do Rio Paraná.
“Se a água estiver verde-azulada, não devemos entrar e nem deixar que o animal de estimação entre”, indicou. “O animal ou a pessoa que tiver contato com essa água contaminada vai se intoxicar.”
Conforme Techeira, o acúmulo de cianobactérias acontece com mais frequência em trechos represados do Rio Paraná, como o localizado em frente à cidade de Posadas.
“Às vezes vemos uma cor esbranquiçada ou cinza, como uma espuma. Fica mais perigoso ainda, porque quando essas bactérias morrem liberam mais toxinas e a água fica mais contaminada”, afirmou.
As toxinas liberadas pelas cianobactérias “podem provocar danos totalmente letais e rápidos no fígado, destruindo as células hepáticas”. Já os casos mais leves, segundo a profissional, geram reações como alergias na pele e irritação nos olhos.
Já quanto à origem da contaminação por cianobactérias, o jornal El Territorio cita fontes como o despejo irregular de esgoto no Rio Paraná, bem como nutrientes oriundos de áreas agrícolas, como nitrogênio e fósforo.

