O Judiciário do Brasil autorizou, na semana passada, a extradição de uma mulher de 64 anos, nacionalidade argentina, requerida pelo país de origem.
A entrega ocorreu na Ponte Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, na última quinta-feira (3). M.N.F. foi localizada em Foz e permaneceu detida na cidade até a conclusão dos trâmites de envio ao território argentino.
De acordo com o portal La Voz de Cataratas, da Argentina, a mulher está acusada de liderar, juntamente com um irmão, um esquema de pirâmide financeira.
Investigações conduzidas pelo Ministério Público da Argentina dão conta de que o esquema teria afetado até 150 pessoas. As vítimas, em sua maioria, vivem na cidade fronteiriça de Puerto Iguazú.
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Conforme os relatos, a mulher e o irmão operavam por meio de duas empresas financeiras, oferecendo retornos mensais de até 1,8%. Alguns dos denunciantes, que incluem empresários e profissionais como médicos, relataram perdas de até US$ 100 mil.
O esquema começou a ruir durante a pandemia de covid-19, com o fechamento sanitário das fronteiras da Argentina. Por outro lado, o pedido de captura internacional da mulher estava datado de agosto de 2022, com difusão pela Interpol.
Devolvida ao país de origem, M.N.F. utilizou-se do direito de permanecer em silêncio perante o juiz responsável pela causa. A defesa solicitou que ela responda em liberdade.

