Uma inspeção de rotina na aduana argentina da Ponte Tancredo Neves resultou em uma grande apreensão durante o fim de semana prolongado de carnaval.
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De acordo com o boletim enviado à imprensa, agentes da aduana de Puerto Iguazú desconfiaram de um motorista brasileiro que tentava sair da Argentina. Os fiscais, então, fizeram uma vistoria mais detalhada no veículo utilizado pelo viajante.
Em fundos falsos no motor e no interior do automóvel, foram encontradas 50 bolsas plásticas contendo itens proibidos na Argentina.

Conforme a Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (Arca), o material consiste em espoletas (cápsulas fulminantes), utilizadas para a fabricação de munições. A contagem totalizou 4,5 mil unidades, avaliadas em US$ 40 mil.
O brasileiro recebeu voz de prisão, permanecendo à disposição da Justiça Federal da Argentina até a análise do caso pelo juiz federal correspondente.
Cápsulas fulminantes estão classificadas pela legislação argentina como materiais controlados pelo Registro Nacional de Armas (Renar). Tal condição impede seu envio ao exterior ou o transporte sem a devida autorização.
A Argentina, assim como o Brasil, possui fábricas de armamentos e munições, utilizadas internamente ou exportadas a outros países. As investigações sobre o caso continuam, com manutenção de sigilo para não prejudicar o andamento das diligências.


